Petróleo opera sem direção única

Os contratos futuros do petróleo operam sem direção única nesta quinta-feira, sujeitos a diferentes influências e em meio a sinais de que algumas estruturas de longo prazo do mercado estão mudando.

Às 8h25 (de Brasília), o petróleo para abril caía 0,40% na New York Mercantile Exchange (Nymex), para US$ 92,15 por barril, enquanto o brent equivalente, que vence hoje, avançava 0,46%, para US$ 109,02 o barril, na ICE, em Londres. O contrato mais líquido do brent, o de maio, subia 0,14%, para US$ 108,39.

Enquanto o contrato de abril sobe, os de junho e julho recuam, mais uma vez alargando o que é conhecido como diferencial de preços de cada contrato. Essa situação é provavelmente distorcida pelo vencimento do contrato de abril, que ocorrerá mais tarde.

Além disso, o spread entre os dois principais contratos diminuiu nos últimos dias. "A demanda pelo brent está caindo, enquanto a demanda pelo WTI (contrato negociado em Nova York) está maior e continua crescendo", comentou Dennis Gartman, que publica a Gartman Letter.

Mudanças estruturais de prazo desse tipo "não mentem", segundo Gartman, "porque é aí que normalmente tem dinheiro de verdade sendo investido".

O brent, que vem numa trajetória de queda desde que chegou a superar US$ 119,00 por barril em 13 de fevereiro, sofre pressão da perspectiva econômica fraca da Europa, da falta de clareza sobre uma lei fiscal sul-coreana que pode prejudicar o escoamento recente de petróleo do Mar do Norte para a nação do sudeste asiático e de incertezas sobre o sentimento das empresas na China. Em nota a clientes, Olivier Jakob, da Petromatrix, diz que é difícil projetar um preço mínimo para o brent.

Já o WTI vinha caindo desde o começo de fevereiro, mas começou a se recuperar depois de atingir US$ 89,33 por barril em 4 de março. Os altos níveis de estoques no ponto de entrega da Nymex em Cushing (Oklahoma) mantêm pressionados os preços em Nova York. As informações são da Dow Jones.

Carregando...