Petróleo opera em busca de sinais macroeconômicos

Os contratos futuros de petróleo oscilam pouco nesta manhã e alguns operadores sugerem que o primeiro trimestre de 2013 será, no geral, de movimentações limitadas nos preços e guiado por fatores macroeconômicos.

A oferta nos dois lados do Atlântico permanece adequada no curto prazo, segundo Andrey Kryuchenkov, analista do VTB Capital. Em um relatório, o analista afirmou que "é improvável que a situação dos fundamentos mude drasticamente" até o segundo semestre deste ano, "já que estamos entrando em uma temporada prolongada de mudanças nas refinarias, quando normalmente a produção cai dramaticamente no hemisfério norte".

Na segunda-feira (28) o brent recuou após comentários da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de que não há necessidade de o grupo reduzir a produção. O excesso de produção da Opep tem sido considerado um fator de enfraquecimento dos preços.

No entanto, analistas da JBC Energy observaram que os preços se recuperaram rapidamente depois da queda de ontem e disseram que as declarações da Opep são justificadas. "Nós concordamos com a avaliação da Opep e atualmente prevemos que a produção de petróleo bruto da Opep continuará acima de 30 milhões de barris por dia em 2013", escreveram. Não há sinal de uma "fraqueza preocupante", afirmaram.

O próximo evento que deverá provocar impacto no mercado é provavelmente a decisão sobre juros do Federal Reserve, amanhã. Enquanto isso, os conflitos no Oriente Médio, como o ataque a um oleoduto na Argélia, continuam tendo efeito sobre o mercado de petróleo, mas ainda não interromperam os fluxos.

Às 9h30 (de Brasília), o petróleo para março caía 0,07% na Nymex, para US$ 96,37 por barril, e o brent para março recuava 0,24% na ICE, para US$ 113,21 por barril. As informações são da Dow Jones.

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