Petróleo opera em baixa, com sinais de recuperação

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa, com o quadro macroeconômico ainda dominando o mercado da commodity. No entanto, após 11 sessões em que os preços oscilaram dentro de intervalos relativamente estreitos, alguns observadores dizem que há sinais de que os contratos podem estar prontos para a recuperação.

Em nota a clientes, o analista da VTB Capital Andrey Kryuchenkov afirma que dados macroeconômicos mistos e preocupações sobre conversas para a redução da dívida dos EUA mantêm o nervosismo no mercado.

Dados positivos recentes que indicam a retomada do crescimento na China foram contrabalançados por números ruins do nível de atividade industrial dos EUA, que bateu a mínima em três anos.

Enquanto isso, parte do prêmio de risco referente ao Oriente Médio continua embutido nos preços do petróleo, segundo Dominick A. Chirichella, do Energy Management Institute. No curto prazo, os preços flutuarão influenciados mais pela perspectiva do mercado para a economia global e pelas negociações sobre o "abismo fiscal" dos EUA, do que por ocorrências geopolíticas, prevê o analista.

Por outro lado, o Commerzbank aposta que a desvalorização do dólar e a expectativa de que o Federal Reserve, o banco central dos EUA, aumentará o volume de seu programa de compras de bônus, na reunião de política monetária da semana que vem, devem conter a queda do petróleo. Para analistas do banco alemão, a redução nos preços da commodity é temporária.

Outro fator de peso para os contratos está previsto para esta terça-feira à noite, às 19h30 (de Brasília), quando o American Petroleum Institute divulga dados semanais sobre os estoques de petróleo dos EUA.

Às 9h27 (de Brasília), o petróleo para janeiro caía 0,37% na Nymex, para US$ 88,76 por barril, enquanto o brent para janeiro recuava 0,70% na ICE, para US$ 110,14 por barril. As informações são da Dow Jones.

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