Petróleo opera em alta, mas correção deve vir

Os contratos futuros de petróleo operam em alta, mas diversos fatores sugerem que uma correção ainda é possível depois das quedas apresentadas na semana passada. A crescente volatilidade tanto nos mercados futuros de Londres quanto nos de Nova York sugere que ambos os contratos seguem em direção a mais correção.

A volatilidade implícita - que mede a relação entre o preço subjacente de uma commodity e de uma opção para comprá-la - subiu 35% na semana passada. No entanto, de acordo com o relatório Schork, o sentimento do mercado ainda é positivo e qualquer mudança nesse status espera confirmação dos movimentos dos preços desta semana.

Analistas da JBC Energy destacaram também a frágil sustentação para o rali observado no começo do ano. "A recente queda dos preços ocorreu depois do que consideramos uma redução do rali que foi guiado mais por forças especulativas do que pelos fundamentos do mercado", afirmaram analistas da JBC Energy.

Nos Estados Unidos, os gerentes de recursos reduziram suas posições longas no petróleo WTI, o que indica que eles também acreditam em uma queda dos preços adiante. Os investidores costumam assumir posições longas, comprando uma commodity, quando esperam que os preços subam e tendem a assumir posições curtas quando acreditam que os preços cairão.

Os participantes do mercado de petróleo também estão à espera do resultado da reunião entre o Irã e os países do chamado P5+1 - China, França, Rússia, Reino Unido, EUA e Alemanha. A reunião, que será realizada na terça-feira (26) no Casaquistão, tem como objetivo fazer progresso nas negociações sobre as sanções impostas sobre as exportações do Irã.

As punições ao governo iraniano, que foram impostas por causa do programa nuclear do país, reduziram a produção de petróleo local para o nível mais baixo em 30 anos, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).

Às 8h35 (horário de Brasília), o petróleo para abril negociado na Nymex subia 1,26%, para US$ 94,30 por barril, enquanto o brent para abril avançava 1,31% na ICE, para US$ 115,59 por barril. As informações são da Dow Jones.

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