Petróleo opera em alta com dados da China

Os contratos futuros do petróleo operam em alta nesta segunda-feira com dados positivos da China fornecendo algum suporte para o mercado que viu volatilidade e tendência de queda na semana passada.

Às 9h20 (de Brasília), o contrato do petróleo Brent para janeiro, negociado a plataforma ICE, em Londres, subia 0,91%, para US$ 107,99 o barril. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do petróleo para janeiro avançava 0,63%, para US$ 86,47 o barril.

Dados do Escritório Nacional de Estatísticas da China mostraram que o país processou 41,64 milhões de toneladas de petróleo em novembro, o que representou uma alta de 9,1% em relação ao mesmo período do ano passado. As importações da China de petróleo caíram 1,3% em novembro, em relação a outubro, de acordo com cálculos da Dow Jones, mas aumentaram 3% na comparação com o mesmo período do ano passado.

O início desta semana pode ter uma negociação mais cautelosa, no entanto, enquanto o mercado espera pelos resultados de duas reuniões, de acordo com analistas. A Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) e o Federal Reserve (Fed) têm reuniões previstas na quarta-feira (12).

O ministro do Petróleo da Arábia Saudita, Ali al-Naimi, afirmou antes da reunião que na opinião dele o mercado está bem abastecido, de acordo com uma nota de Andrey Kryuchenkov, da VTB Capital.

O analista escreveu que isso reforça a previsão do banco "de nenhuma mudança na política de produção do grupo em 12 de dezembro. A oferta continua abundante, com o bombeamento da OPEP bem acima da meta de 30 milhões de barris por dia. Nós também não esperamos uma reintrodução de quotas individuais agora".

O Oriente Médio, uma região de grande importância para a produção e O transporte de petróleo, continua a ser observada. "Nós estaremos observando o que está acontecendo no Norte da África. Nós veremos mais protestos no Egito e na Tunísia", disse Olivier Jakob, analista da Petromatix, na Suíça. "Essa região ainda está produzindo algumas preocupações geopolíticas." As informações são da Dow Jones.

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