Petróleo opera em alta e brent vai a valor máximo

Os contratos futuros de petróleo operam em alta, levando o brent negociado na ICE a uma nova máxima em mais de quatro meses e meio. Analistas afirmam que os indicadores macroeconômicos, em vez dos fundamentos do mercado, estão sustentando os ganhos.

"As expectativas em relação à economia global, especialmente na Europa, são positivas", comentou Gabriele Widmann, analista de commodities do Deka Bank. "A segunda razão é que, em geral, os mercados estão mais abertos ao risco", acrescentou.

Segundo Widmann, apesar das recentes preocupações políticas com a Espanha e a Itália, "a crise europeia está lenta, mas firmemente diminuindo". A analista também destacou que as preocupações com a questão do abismo fiscal nos Estados Unidos estão acabando.

Na quarta-feira (06), o Departamento de Energia (DOE) dos EUA divulgou dados que mostraram um aumento de 2,6 milhões de barris nos estoques de petróleo, "quase em linha com as estimativas", de acordo com o Capital Spreads. "O aumento se deu em boa parte por causa das menores taxas de refino nos EUA", observou Andrey Kryuchenkov, analista do VTB.

Enquanto isso, o diferencial de preços entre os dois principais contratos de referência, conhecido como o spread (prêmio) entre o brent e o WTI, subiu para mais de US$ 20 por barril pela primeira vez desde o fim de dezembro.

Às 8h41 (de Brasília), o petróleo para março subia 0,34% na Nymex, para US$ 96,95 por barril, enquanto o brent para março avançava 0,79% na ICE, para US$ 117,65 por barril, depois de atingir a máxima de US$ 117,72. As informações são da Dow Jones.

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