Mercado fechado
  • BOVESPA

    111.910,10
    -701,55 (-0,62%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    50.661,86
    +195,84 (+0,39%)
     
  • PETROLEO CRU

    87,29
    +0,68 (+0,79%)
     
  • OURO

    1.790,10
    -3,00 (-0,17%)
     
  • BTC-USD

    37.821,17
    +1.050,16 (+2,86%)
     
  • CMC Crypto 200

    863,83
    +21,37 (+2,54%)
     
  • S&P500

    4.431,85
    +105,34 (+2,43%)
     
  • DOW JONES

    34.725,47
    +564,69 (+1,65%)
     
  • FTSE

    7.466,07
    -88,24 (-1,17%)
     
  • HANG SENG

    23.550,08
    -256,92 (-1,08%)
     
  • NIKKEI

    26.717,34
    +547,04 (+2,09%)
     
  • NASDAQ

    14.430,25
    +443,50 (+3,17%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    5,9813
    -0,0427 (-0,71%)
     

Petróleo mira US$ 100 até 2023 com duelo entre inflação e Covid

·2 min de leitura

(Bloomberg) -- Petróleo a US$ 100 o barril era considerado inevitável não muito tempo atrás, já que estrategistas de Wall Street previam um superciclo das commodities. E a previsão ainda está de pé, mesmo com o avanço da variante ômicron e aumento dos casos de Covid.

Most Read from Bloomberg

O Goldman Sachs disse que, com a demanda recorde, é possível que o petróleo seja cotado a US$ 100 em 2023. O banco acredita que os temores em relação à ômicron são exagerados, pois governos devem combater a nova variante com mais testes do que com lockdowns.

Previsões para o petróleo Brent cotado em dólares em 2023, com base nas estimativas de inflação e no efeito sobre o dólar, já apontavam o barril perto desse nível. Em outubro, faltavam apenas US$ 7,04 para a cotação em dólares atingir US$ 100 em 2023.

O mercado viu esse movimento há apenas alguns anos. Em 2011, o Brent subiu para US$ 126 o barril e ficou acima de US$ 100 nos três anos seguintes, enquanto a Primavera Árabe se espalhava pelo norte da África e impactava países produtores de petróleo como a Líbia, membro da Opep+.

A demanda se desacelerou em 2014 com o desaquecimento da economia da China e com o boom do gás de xisto nos Estados Unidos, que aumentou a oferta em ritmo muito rápido. O resultado foi uma queda de mais de 70% no preço do petróleo que durou até 2016, quando o mercado encontrou um novo equilíbrio. Dois anos de crescimento global se seguiram, até o início da guerra comercial entre EUA e China em meados de 2018.

Esse cenário é semelhante ao atual. A economia global se recupera das restrições para combater a pandemia de Covid no ano passado. O petróleo a US$ 100 era visto como inevitável devido à hesitação da Opep+ em colocar mais barris no mercado e produtores americanos mais responsáveis no lado fiscal, com menos perfurações e empréstimos.

No longo prazo, há demanda no horizonte, já que até mesmo companhias aéreas em dificuldades preveem que as viagens retornarão aos níveis de 2019 em 2023. A venda coordenada global das reservas seria útil para reduzir os preços na bomba para consumidores americanos, mas é considerada uma solução de curto prazo.

O aumento dos preços do petróleo devido à demanda reprimida tem sido um dos principais impulsionadores da inflação. Mas também funciona de outra forma. A inflação tem efeito sobre o valor do dólar, a moeda na qual os contratos de petróleo são cotados. Com a valorização do dólar, influenciada pelo aumento dos rendimentos dos títulos e expectativa de três aumentos dos juros nos EUA em 2022, o petróleo a US$ 100 pode vir mais rápido do que o esperado.

Most Read from Bloomberg Businessweek

©2021 Bloomberg L.P.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos