Petróleo fecha a US$ 90,98 em NY, alta de 2,67%

Os preços do petróleo tiveram uma alta forte, depois de as preocupações quanto à estabilidade política do Oriente Médio voltarem ao foco das atenções dos investidores. Traders disseram que o volume de negócios foi reduzido, por causa dos feriados, e que isso pode exagerar as flutuações de preço. Os contratos de petróleo bruto para fevereiro fecharam a US$ 90,98 por barril, em alta de US$ 2,37 (2,67%).

O Irã anunciou a retomada de manobras navais no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, por onde passa boa parte da oferta global de petróleo. Em Bahrein, o Conselho de Cooperação do Golfo, que reúne os aliados dos EUA na região, anunciou a formação de um comando militar unificado para lidar com uma suposta ameaça representada pelo programa nuclear iraniano. Os Emirados Árabes Unidos anunciaram o desmantelamento de uma célula terrorista formada por cidadãos do emirado e sauditas. E em Israel, o governo anunciou a permissão para a construção de novos assentamentos judaicos em terras palestinas.

No Iraque, o governo da região autônoma do Curdistão reduziu seus embarque de petróleo para a Turquia para 350 mil barris por dia, de 450 mil barris por dia. No começo da semana, o governo central do Iraque havia suspendido repasses de US$ 296,6 milhões ao governo do Curdistão, porque este teria deixado de cumprir compromissos de exportação. No centro dessa disputa está a decisão das forças dos EUA que invadiram o Iraque em 2003 de dar autonomia ampla ao Curdistão, permitindo que a região fizesse contratos de petróleo com empresas e governos estrangeiros sem consultar o governo central de Bagdá.

"Parece que as coisas estão esquentando por lá. Acho que a situação geopolítica será uma consideração importante para esse mercado em janeiro e fevereiro", disse Andy Lebow, trader e corretor da Jefferies Bache.

Para Jim Ritterbusch, da consultoria Ritterbusch and Associates, outro fator positivo para os preços do petróleo foi o índice de preços de moradias S&P/Case-Shiller, que subiu mais do que se previa em outubro, indicando recuperação na demanda por imóveis residenciais nos EUA. "O complexo petróleo está altamente sensível à menor notícia macroeconômica positiva", disse Ritterbusch. As informações são da Dow Jones.

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