Petróleo fecha em queda de 0,38% e recua 3,35% na semana

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em leve queda nesta sexta-feira, acumulando retração forte na semana, enquanto os traders analisam os mais recentes indicadores econômicos em busca de sinais para a demanda pela commodity.

O contrato de petróleo para janeiro recuou US$ 0,33 (0,38%) e fechou a US$ 85,93 o barril, o menor nível desde 15 de novembro. Na semana, houve queda de 3,35%. Já na plataforma eletrônica ICE, o petróleo do tipo Brent para janeiro perdeu US$ 0,01 (0,01%) hoje, fechando a US$ 107,02 o barril. Com isso, a retração no acumulado da semana foi de 3,78%.

Segundo analistas, o petróleo tem sido pressionado recentemente pela queda nos preços de derivados, como a gasolina e o óleo diesel. "Tudo se resume ao fato de que os estoques estão muito altos", diz Stephen Schork, diretor da consultora Schork Group. Dados divulgados nesta quarta-feira mostram que os estoques de gasolina tiveram a maior alta semanal em 11 anos.

Hoje o Departamento do Trabalho divulgou que a economia dos EUA criou 146 mil empregos em novembro, bem mais do que as 80 mil previstas pelos analistas. A taxa de desemprego caiu para 7,7%, melhor do que a taxa de 7,9% esperada e o nível mais baixo desde dezembro de 2008. A reação inicial dos mercados foi fortemente positiva.

No entanto, o entusiasmo foi diminuindo, em função da revisão dos dados de meses anteriores do payroll e da queda no índice de sentimento do consumidor medido pela Reuters/Universidade de Michigan. A confiança caiu para 74,5 na leitura preliminar de dezembro, bem abaixo das expectativas dos analistas ouvidos pela Dow Jones, que esperavam uma leitura de 82,0.

Há quase um mês o petróleo está preso na faixa entre US$ 85,00 e US$ 90,00 o barril. Embora o crescimento econômico nos EUA esteja melhorando, os investidores continuam preocupados com a desaceleração na China e a crise na Europa. Além disso, Congresso e Casa Branca não estão avançando nas negociações para evitar o "abismo fiscal", uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos programada para entrar em vigor no começo do ano que vem e que faria a economia cair em recessão. As informações são da Dow Jones.

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