Petróleo fecha estável em NY antes de dados do DoE

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam próximos da estabilidade e das maiores altas registradas em quatro meses com os investidores aguardando a divulgação dos estoques comerciais de petróleo da semana nos Estados Unidos pelo Departamento de Energia (DoE) do governo dos EUA.

O contrato de petróleo para fevereiro caiu US$ 0,04 (0,04%) e fechou a US$ 93,15 o barril. Na plataforma eletrônica ICE, o barril de petróleo para fevereiro avançou US$ 0,24 (0,48%), fechando a US$ 111,94. Na segunda-feira (07), o petróleo havia fechado no maior nível deste setembro.

Os dados divulgados na semana passada pelo DoE mostraram uma forte queda nos estoques comerciais de petróleo dos EUA, mas analistas acreditam que os estoques vão se recuperar nas próximas semanas. Mesmo assim, os investidores permanecem cautelosos, temendo que uma mudança que possa sacudir o mercado após o último rali de preços, em que a commodity avançou 10% desde atingir a mínima de US$ 84,44 o barril no início de novembro.

A recente alta nos preços foi provocada pela perspectiva de que o crescimento econômico global possa aumentar a demanda por petróleo. O acordo fiscal nos EUA também contribuiu para o otimismo. Mas Mark Waggoner, da Excel Futures in Bend, prevê que os preços cairão para abaixo de US$ 90,00 nos próximos dias com a divulgação de novos dados.

Nesta terça-feira, a Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês), órgão do DoE, informou que o consumo de petróleo nos países em desenvolvimento, liderados pela China, vai se sobrepor à demanda das nações mais industrializadas pela primeira vez em 2014. A mudança é o ápice da tendência dos últimos anos de menor demanda dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), inclusive dos Estados Unidos, que são o maior consumidor de petróleo do mundo.

A previsão da EIA mostra que a demanda por petróleo das nações em desenvolvimento vai se sobrepor à demanda da OCDE em 1,4 milhão de barris em 2014, com a participação da OCDE na demanda global caindo para menos de 50%. As informações são da Dow Jones.

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