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Petróleo fecha em queda forte, com aumento nos estoques dos EUA e temores sobre a pandemia

Os preços do petróleo encerraram a quarta-feira em queda forte, já que o aumento nos casos de covid-19 nos Estados Unidos e um novo crescimento nos estoques da commodity no país ampliaram a cautela dos investidores.

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI) para o mês de agosto terminaram o dia em queda de 5,84%, negociados a US$ 38,01 o barril. Já os preços do Brent para entrega no mesmo mês encerraram a sessão em baixa de 5,75%, aos US$ 43,01 o barril na ICE, em Londres.

Novos casos de coronavírus têm aumentado em vários Estados americanos, com Arizona, Texas e Califórnia registrando recordes diários de infecções na terça-feira. O número de infectados nos EUA subiu para 2,35 milhões hoje, com 27 Estados exibindo aumento no número de infecções.

O governador do Texas, Greg Abbott, e o governador da Flórida, Ron DeSantis, disseram que intensificariam a aplicação das diretrizes de distanciamento social. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, disse no início desta semana que o aumento nos casos poderia forçar o estado a implementar medidas mais rígidas para a atividade comercial e para reuniões sociais mais uma vez.

Pelo lado da oferta, os estoques de petróleo nos EUA subiram o equivalente a 1,442 milhão de barris na semana encerrada no dia 19 de junho, a 540,722 milhões, de acordo com dados com ajuste sazonal divulgados hoje pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). A expectativa de consenso, em levantamento do "The Wall Street Journal" junto a analistas era por alta de 600 mil barris na semana passada.

Após a divulgação dos dados, as referências de petróleo aceleraram as perdas que vinham apresentando desde o início da sessão.

E em meio aos desenvolvimentos negativos para o humor dos investidores, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou sua previsão para o PIB global em 2020, dizendo que a pandemia de coronavírus causou um declínio sem precedentes na atividade econômica. O FMI acredita que a queda na riqueza global será de 4,9% em 2020, ante uma perspectiva de retração de 3,3% em janeiro.