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Petróleo fecha em queda com tensão EUA-China, mas anota ganhos na semana

André Mizutani

O contrato do petróleo Brent para julho encerrou a sessão em queda de 2,57%, a US$ 35,13 por barril, e o do WTI para o mesmo mês recuou 1,97%, a US$ 33,25 por barril Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta sexta-feira (22), com os investidores preocupados com a escalada nas tensões entre Estados Unidos e China, após a notícia de que o país asiático pretende impor uma lei de segurança nacional sobre Hong Kong

O contrato do petróleo Brent para julho encerrou a sessão em queda de 2,57%, a US$ 35,13 por barril na ICE, em Londres, enquanto o do WTI para o mesmo mês recuou 1,97%, a US$ 33,25 por barril. No entanto, ambas as referências acumularam ganhos acentuados na semana (de mais de 12% para o WTI e de cerca de 7,5% para o Brent) em meio ao otimismo sobre uma vacina para a covid-19.

O governo americano condenou o projeto de lei apresentado ontem pela China para impor uma lei de segurança em Hong Kong. A proposta é vista pela comunidade internacional como uma ameaça à autonomia do território.

“Os EUA condenam a proposta do [Partido Comunista Chinês] de impor uma nova legislação de segurança nacional a Hong Kong e pede firmemente que Pequim reconsidere”, disse o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, em seu perfil do Twitter.

O Congresso americano também condenou a proposta chinesa, com os senadores do país prometendo avançar rapidamente com leis para impor sanções contra autoridades e instituições chinesas envolvidas com a tentativa de cercear a autonomia de Hong Kong.

Um sinal positivo para o petróleo, porém, é a recuperação gradual da demanda física pela commodity. Depois do preço do barril petróleo do Mar do Norte, na Europa, chegar a custar US$ 10 a menos do que o preço do contrato futuro, durante o ápice da crise de preços, a diferença recuou, hoje, a menos de US$ 2, de acordo com dados do S&P Global Platts.

"Há algumas semanas, tivemos um armageddon nos preços, quando ninguém queria barris físicos de petróleo, a não ser para armazenamento", disse Richard Fullarton, chefe de investimentos da Matilda Capital Management, à Dow Jones Newswires.