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Petróleo fecha em alta e atinge máxima de dois meses

Rafael Vazquez

Com o desempenho das duas últimas sessões, a commodity reverteu as perdas que vinha tendo na semana Os preços do petróleo fecharam em forte alta pelo segundo dia consecutivo e atingiram as máximas dos últimos dois meses, nesta quinta-feira (21). A performance foi impulsionada por uma notícia publicada pela agência Reuters, por meio de fontes anônimas, informando que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e seus aliados, incluindo a Rússia, estão direcionados a concordar em estender os cortes na produção até meados de 2020, quando se reunirem no próximo mês.

Os preços dos contratos para janeiro do Brent, a referência global, fecharam o dia em alta de 2,45%, a US$ 63,97 o barril, na ICE, em Londres. Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), os contratos para janeiro do WTI, a referência americana, valorizaram 2,68%, a US$ 58.58 o barril. Os valores são os mais altos desde 23 de setembro, de acordo com a Dow Jones Market Data, quando o mercado ainda lidava com a repercussão de um ataque às instalações petrolíferas da estatal da Arábia Saudita, Aramco.

Com o desempenho das últimas duas sessões, a commodity reverteu as perdas que vinha tendo na semana e partirá para a última sessão semanal, nesta sexta (22), com altas acumuladas de 0,68% para o Brent e de 0,88% para o WTI.

"Esses ganhos foram aumentados, hoje, por indicações de que a Opep já está considerando uma extensão de seus atuais cortes de produção até meados do próximo ano", afirmaram analistas da Ritterbusch & Associates.

Com a expectativa sobre a extensão de cortes da Opep e aliados, as notícias conflitantes sobre as negociações comerciais entre Estados Unidos e China tiveram, nesta quinta, menor impacto nos preços da commodity. A guerra comercial é um dos principais fatores que ameaçam a demanda pelo petróleo e tem forçado a Opep a agir.