Petróleo fecha em alta com conflito no Oriente Médio

Os preços do petróleo subiram, em reação ao noticiário sobre a nova ofensiva militar de Israel contra o território palestino de Gaza. Em meio ao bombardeio de Gaza pelas forças armadas de Israel e disparos de foguetes por militantes palestinos contra território israelense, o Egito enviou seu novo primeiro-ministro a Gaza, em uma manifestação sem precedentes de apoio ao Movimento Islâmico de Resistência (Hamas). Israel, por sua vez, convocou mais 75 mil reservistas das forças armadas, dando a entender que uma nova invasão de Gaza por forças terrestres é iminente.

"A grande preocupação é que esse conflito acabe se regionalizando". Comentou o estrategista Bill O'Grady, da Confluence Investment Management. Analistas disseram que é improvável que outros países se envolvam no conflito, mas essa possibilidade preocupa os traders. O Egito, por exemplo, não é um grande produtor de petróleo, mas o país controla o Canal de Suez e o oleoduto Sumed, que transportam 3,8 milhões de barris por dia.

"O que está acontecendo em Gaza agora não tem impacto direto sobre o volume de petróleo, mas gera um temor generalizado de que alguma coisa vai acontecer", disse o analista Greg Priddy, do grupo Eurasia.

Na New York Mercantil Exchange (Nymex), os contratos de petróleo para dezembro fecharam a US$ 86,67 por barril, em alta de US$ 1,22 (1,42%). Na Intercontinental Exchange (ICE), os contratos do petróleo Brent para janeiro fecharam a US$ 108,95 por barril, em alta de US$ 0,94 (0,87%). As informações são da Dow Jones.

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