Petróleo quase estável com riscos para oferta

Os riscos para a oferta e as incertezas econômicas mantêm os preços dos contratos de petróleo perto da estabilidade na manhã desta sexta-feira.

Em nota a clientes, analistas do Commerzbank afirmaram que uma queda maior nos preços será evitada por causa de riscos para a oferta, como se tem observado no Mar do Norte, na Nigéria e no Azerbaijão. Por outro lado, uma recuperação deverá ser impedida pelas incertezas sobre o abismo fiscal nos EUA e pela fraqueza da demanda.

As perspectivas para a demanda foram destacadas por um relatório pessimista publicado nesta quinta-feira (8) pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que ficou em linha com um relatório divulgado recentemente pela Agência Internacional de Energia (AIE). A Opep reduziu sua previsão de demanda global em mais de 1 milhão de barris por dia, para 92,9 milhões de barris por dia até 2016.

Analistas do VTB Capital também afirmaram que a demanda relativamente fraca e a oferta abundante continuarão limitando uma alta dos preços. Do ponto de vista da oferta, surgiram preocupações após notícias de que aviões do Irã dispararam contra um avião não tripulado dos EUA sobre águas internacionais.

A consultoria Petromatrix comentou que, com a força aérea de Israel disparando contra o Hezbollah, o Irã disparando contra aeronaves dos EUA e a Turquia pedindo a criação de uma zona de exclusão aérea em torno da fronteira com a Síria, "estamos andando sobre uma linha fina com tantos dedos no gatilho". Segundo a Petromatrix, existe pouca capacidade ociosa na Arábia Saudita para cobrir potenciais problemas de abastecimento na região.

Às 9h45 (de Brasília), o petróleo para dezembro negociado na Nymex caía 0,27%, para US$ 84,46 por barril, enquanto o brent para dezembro negociado na ICE recuava 0,22%, para US$ 107,01 por barril. As informações são da Dow Jones.

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