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Petróleo encerra pior semana em meses com temores sobre demanda na China

André Mizutani

O Brent para março fechou em queda de 2,17% e o WTI para o mesmo mês recuou 2,51%; na semana, a referência global recuou mais de 7% e a americana, mais de 8% Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda acentuada nesta sexta-feira (24), pressionados pelos temores de que o surto de coronavírus prejudique a demanda por energia na China.

O contrato do Brent para março fechou em queda de 2,17%, a US$ 60,69 por barril, na ICE, em Londres, acumulando perdas de mais de 7% na semana. O WTI para o mesmo mês recuou 2,51%, a US$ 54,17 por barril, na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), apresentando um recuo semanal de mais de 8% e anotando a sua pior performance desde a semana concluída em 31 de maio, de acordo com dados da FactSet.

A China já colocou pelo menos 13 cidades e 40 milhões de pessoas em quarentena, de acordo com informações da Bloomberg. Além disso, os Estados Unidos confirmaram o seu segundo caso hoje, enquanto a França reportou os dois primeiros casos na Europa.

De acordo com Phil Flynn, analista sênior de mercados do Price Futures Group, o vírus já está afetando a demanda por petróleo. "Muitas das festividades do Ano-Novo Lunar e voos foram cancelados, em meio a uma série de suspensões da atividade em aeroportos e ferrovias", disse o analista, em nota. "Isso eventualmente levará a centenas de milhares de barris não utilizados de combustível de avião, diesel e gasolina".

“O golpe na demanda por petróleo continuará pesando nos preços do petróleo até que tenhamos mais clareza de que o coronavírus está contido. A proibição de viagens durante o período do feriado do Ano-Novo Lunar, na China, é muito pior do que o impacto de uma proibição nos EUA, durante o feriado de Ação de Graças e Natal”, afirmou o analista da Oanda, em Nova York, Edward Moya.