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Petróleo e comida estão prestes a disparar de novo, diz Invesco

(Bloomberg) -- Quem acha que a desaceleração recente dos preços de alimentos e energia signifique que os problemas de inflação ficaram para trás vai se decepcionar nos próximos meses, segundo um estrategista veterano de commodities.

Para Jason Bloom da Invesco, o outono no hemisfério norte trará vários ventos contrários que empurrarão os preços das commodities para cima, incluindo o fim do uso da reserva estratégica de petróleo dos EUA em outubro, o que restringirá a oferta, enquanto a queda das temperaturas vai aumentar a demanda por energia para aquecimento.

O chefe de estratégia de renda fixa e produtos alternativos da Invesco também se prepara para os efeitos em cascata que os altos preços do gás natural na Europa terão em outros mercados voláteis, como fechamento de fundições e escassez de metais industriais. Enquanto isso, a guerra na Ucrânia pode prejudicar a colheita de outono do país, o que elevará os preços dos alimentos à medida que as exportações russas encolhem e secas ameaçam safras nos EUA e na Europa.

“Todo mundo está dizendo que os preços petróleo pararam de subir e, portanto, vamos apenas precificar um preço estável para as commodities no próximo ano”, disse Bloom. “Qual a base para achar que os preços das commodities vão ficar estáveis só porque recuaram dos picos que atingiram após a guerra?”

Bloom disse que a esperança do mercado de que a inflação em recuo prenuncia um retorno à estabilidade de preços do passado recente é equivocada. Embora o índice de preços ao consumidor americano possa não atingir novas máximas, ele diz que a pressão contínua sobre os preços das commodities impedirá que a inflação persistente diminua tão rápido quanto a precificação do mercado de títulos sugere.

Bloom fez parte de um pequeno grupo de estrategistas que, em 2019, previram que a inflação alta ressurgiria em 2020, à medida que o crescimento global se recuperasse e os bancos centrais ficassem em segundo plano para combatê-la depois de serem culpados por aumentos de juros muito precipitados em 2018.

Três anos depois, Bloom vê um novo cenário econômico se desenrolando, caracterizado por preços mais altos, oferta restrita de metais e energia, crescimento sustentado, juros mais altos e inflação mais elevada do que os mercados de títulos e modelos econômicos atualmente esperam.

“Agora estamos em um ambiente de escassez”, disse Bloom. “Falta tudo. Restringimos a oferta. Então, contra esse pano de fundo, por que você modelaria a década anterior e a aplicaria agora? A década passada não foi uma década de escassez.”

Alguns dos maiores investidores em títulos do mundo, como Pimco, Capital Group e Union Investment também dizem que a inflação se manterá bem acima do nível de 2% almejado pelos principais bancos centrais.

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©2022 Bloomberg L.P.