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Petróleo despenca com fraqueza de atividade industrial no mundo

(Bloomberg) -- O petróleo afundou após os números fracos de atividade industrial em todo o mundo alimentarem preocupações de que uma desaceleração global pode minar a demanda.

O West Texas Intermediate caiu até 6.3% para US$ 92.42 por barril na segunda-feira, depois de afundar quase 7% em julho e quase 8% em junho, as primeiras perdas mensais consecutivas desde o final de 2020.

Os dados do fim de semana indicaram uma contração surpresa na atividade industrial chinesa, destacando o custo das restrições de mobilidade para combater os surtos de Covid. Os índices de gerentes de compras também se enfraqueceram na Coreia do Sul e nos quatro maiores membros da área do euro. Nos EUA, a atividade industrial se expandiu no ritmo mais lento em cerca de dois anos.

O petróleo tem sido volátil nos últimos meses, com a preocupação que uma desaceleração prejudicará a demanda por commodities mesmo quando os fundamentos apontam para um mercado físico relativamente apertado. Dados da semana passada mostraram que a economia dos EUA encolheu pelo segundo trimestre seguido, enquanto o Federal Reserve subiu juros em 0,75 ponto percentual.

“Há muitas razões pelas quais o petróleo está em baixa”, disse Giovanni Staunovo, analista de commodities do UBS.

A produção da Líbia se recuperou após uma série de interrupções que reduziram mais da metade da oferta, de acordo com o ministro do petróleo do país, Mohamed Oun. A produção nacional voltou a 1,2 milhão de barris por dia, um nível mais alto desde o início de abril, disse Oun em entrevista.

A Rússia, membro da aliança Opep+, também teve suas exportações reduzidas, pois vários compradores em todo o mundo evitam seu petróleo. No entanto, operadores estudam a possibilidade de um pequeno aumento nas exportações russas de petróleo depois que a União Europeia adotou uma série de emendas às sanções no mês passado.

A Opep e seus aliados se reunirão no final desta semana para definir a política de produção para setembro. Enquanto os EUA pressionaram a Arábia Saudita para produzir mais - aumentando a pressão sobre a Rússia - Moscou e Riad reafirmaram recentemente seu compromisso conjunto com um mercado estável.

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