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Petróleo cai pelo quarto dia com demanda menor por combustível

(Bloomberg) -- Não precisa muito para derrubar os preços do petróleo ultimamente, com um encolhimento de liquidez que minguou o mercado.

Os futuros de West Texas Intermediate caíram pelo quarto dia consecutivo na quarta-feira, com queda de até 2.5% para US$ 72,42 o barril. Os preços afundaram com sinais de amplo abastecimento de combustíveis nos EUA.

Os estoques de destilados do país subiram em mais de 6 milhões de barris, de acordo com relatório do governo na quarta-feira. Os estoques de gasolina aumentaram em 5,3 milhões de barris, indicando demanda mais fraca.

Até agora, o petróleo cambaleou no último mês do ano, com o preço de referência dos EUA a caminho das primeiras quedas trimestrais consecutivas desde meados de 2019, quando também houve um aperto monetário. As preocupações com as perspectivas de crescimento global, juntamente com um mercado físico fraco e liquidez em queda, pesaram sobre os preços.

A última queda ocorreu em um momento complexo, com operadores avaliando as consequências das restrições do G7 ao petróleo russo, incluindo um teto de preço que visa punir Moscou pela guerra na Ucrânia.

“Todo o crescimento de demanda que prevemos para o ano que virá dos mercados emergentes”, disse Francisco Blanch, chefe de pesquisa de commodities e derivativos do Bank of America, em entrevista à Bloomberg TV.

Em resposta ao limite fixado em US$ 60 o barril, a Rússia avalia estabelecer um preço mínimo para suas vendas internacionais de petróleo. Moscou pode impor um preço fixo para os barris do país ou estipular descontos máximos.

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