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Petróleo cai com temor que altas de juros afetem demanda mundial

(Bloomberg) -- O petróleo caiu antes de reuniões de bancos centrais que devem trazer mais aperto monetário nesta semana e aumentam a preocupação do mercado de que várias economias possam se enfraquecer.

O West Texas Intermediate caiu até 3.5% para US$ 82,10 o barril. O dólar era negociado perto de nível recorde contra seus principais pares, tornando as commodities denominadas na moeda americana mais caras para o mercado internacional. Várias decisões de juros, dos EUA à Ásia, estão programadas, com autoridades monetárias no mundo todo tentando domar a inflação.

A perspectiva de mais aperto monetário aumenta as preocupações de que uma desaceleração global irá minar a demanda por energia, e o petróleo caminha para seu primeiro declínio trimestral em mais de dois anos.

“As altas agressivos de juros acabarão pesando no crescimento”, disse Giovanni Staunovo, analista de commodities do UBS. “Aversão ao risco e um dólar mais forte” dão o tom, disse.

Os altos preços de energia ameaçam arrastar a Europa em uma recessão dolorosa, com os governos da região tomando medidas para reforçar o abastecimento. A Alemanha na sexta-feira nacionalizou a unidade local da russa Rosneft, à medida que Berlim se move para assumir um controle amplo do setor de energia e romper décadas de profunda dependência de Moscou para o fornecimento de combustível.

A demanda global por petróleo caiu em 1,1 milhão de barris por dia em julho, um período em que geralmente o consumo sobe, de acordo com o Fórum Internacional de Energia, com sede em Riad. As importações de petróleo da China e o consumo de suas refinarias diminuíram na comparação ano a ano, de acordo com dados da Joint Organizations Data Initiative, da qual o fórum faz parte.

Aperar disso, o spread entre os futuros de petróleo Brent mais próximos e os contratos para o mês seguinte permanecem em um padrão que aponta para um mercado apertado. O spread chegou a ultrapassar US$ 1,40 por barril, ante US$ 1,07 há uma semana.

Os Emirados Árabes Unidos, membro da OPEP, levantou a perspectiva de poder trazer mais petróleo ao mercado nos próximos anos. A Abu Dhabi National Oil Co., que produz quase todo o petróleo dos emirados, quer atingir uma capacidade de 5 milhões de barris de petróleo por dia até 2025, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto. Isso seria mais cedo do que um objetivo divulgado anteriormente de 2030.

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