Petróleo cai após AIE reduzir projeção para demanda

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em queda nesta quarta-feira, após a Agência Internacional de Energia (AIE) revisar para baixo suas projeções para a demanda pela commodity este ano.

O contrato de petróleo para março perdeu US$ 0,50 (0,51%) e fechou a US$ 97,01 o barril. Já na plataforma eletrônica ICE o barril do petróleo do tipo Brent para março avançou US$ 0,06 (0,05%), fechando a US$ 118,72.

Nesta quarta, a AIE disse que a demanda global de petróleo deve crescer 840 mil barris por dia este ano, uma redução de 90 mil barris em relação à projeção anterior. Segundo a agência, as perspectivas de um maior uso de petróleo podem ser exageradamente otimistas, especialmente na China, que é a segunda maior consumidora do mundo, atrás apenas dos EUA.

O relatório da AIE questiona se uma forte alta nas importações de petróleo chinesas nos últimos meses pode se traduzir em uma demanda maior no longo prazo. As importações da China cresceram 6,1% em dezembro e 7,4% em janeiro. "Os números chineses foram melhores do que o esperado, mas as pessoas parecem estar se precipitando com esse otimismo em relação à demanda chinesa", comenta Tariq Zahir, gerente do fundo Tyche Capital Management.

Separadamente, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) do governo dos EUA informou nesta quarta-feira que os estoques de petróleo bruto no país subiram 560 mil barris na semana encerrada em 08 de janeiro, para 372,245 milhões de barris. Analistas consultados pela Dow Jones previam alta de 2,3 milhões de barris.

Os estoques de gasolina caíram 803 mil barris, ante estimativa de queda de 900 mil barris. E os estoques de destilados recuaram 3,677 milhões de barris, quando a expectativa era de declínio de 900 mil barris.

Segundo analistas, alguns especialistas na verdade esperavam uma queda nos estoques de petróleo bruto, após o American Petroleum Institute (API) divulgar seu relatório semanal ontem, com uma retração de 2,3 milhões de barris nos estoques.

Além disso, a redução de 1,2 milhão de barris nos estoques em Cushing (Oklahoma), o ponto de entrega física dos contratos negociados na Nymex, significa que o gargalo que impedia os estoques de sair do Meio-Oeste e chegar à costa do Golfo do México pode estar se suavizando. "Esse gargalo no oleoduto Seaway pode não ser mais um problema tão grande quanto era duas semanas atrás", afirma Dominick Chirichella, analista de petróleo do Energy Management Institute. As informações são da Dow Jones.

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