Petróleo cai 1,84%, ainda por estoque alto de gasolina

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em queda nesta quinta-feira, acumulando perdas por três sessões seguidas, ainda pressionados pela alta nos estoques de gasolina dos Estados Unidos e também pela fraca perspectiva econômica para a zona do euro.

O contrato de petróleo para janeiro perdeu US$ 1,62 (ou 1,84%) e encerrou a US$ 86,26 o barril. Entre terça e quarta-feira, a perda acumulada na Nymex foi de 1,4%. Já na plataforma eletrônica ICE, o petróleo do tipo Brent para janeiro recuou US$ 1,78 (ou 1,64%), terminando a US$ 107,03 o barril.

"O petróleo caiu hoje por causa das fracas projeções anunciadas pelo (presidente do Banco Central Europeu, Mario) Draghi e pelo aumento na oferta de gasolina dos EUA", disse Jason Rotmar, presidente da Lido Isle Advisors. "Estamos bem baixistas para o petróleo", comentou, acrescentando que sua próxima meta de baixa para o contrato da Nymex é US$ 82,00.

Mais cedo, o BCE cortou suas projeções de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro para 2012 e 2013. Além disso, o presidente do BCE, Mario Draghi, sinalizou durante conferência de imprensa que a instituição considerou a possibilidade de reduzir sua taxa básica de juros, mas acabou decidindo mantê-la em 0,75%, como foi anunciado pela manhã.

Já os estoques de gasolina dos EUA deram um salto de 7,9 milhões de barris na semana passada, a maior elevação em 11 anos, segundo dados do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano. Os estoques de destilados, que incluem óleo de aquecimento e diesel, avançaram 3 milhões, aproximadamente cinco vezes mais do que estimavam analistas consultados pela Dow Jones. Embora os números tenham saído na quarta-feira (05), continuaram pressionando os contratos nos negócios desta quinta.

Ainda na Nymex, o contrato futuro de gasolina reformulada (RBOB), também para janeiro, recuou pela quinta sessão consecutiva, caindo US$ 0,41 (ou 1,6%), a US$ 2.597,00 o galão. As informações são da Dow Jones.

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