Petróleo cai 1,66% no dia, mas ganha 2,22% na semana

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em forte queda nesta sexta-feira, pressionados pelos receios com o abismo fiscal nos Estados Unidos, após a Câmara dos Representantes cancelar na noite passada uma votação.

O contrato de petróleo mais negociado, com entrega para fevereiro, perdeu US$ 1,47 (1,66%), fechando a US$ 88,66 o barril. No acumulado da semana, entretanto, houve alta de 2,22%. Na plataforma eletrônica ICE, o petróleo do tipo Brent para fevereiro recuou US$ 1,23 (1,12%), encerrando a US$ 108,97 o barril. Na semana, a queda foi de 0,16%.

Os indicadores econômicos divulgados nos EUA foram positivos, como a alta de 0,7% nas encomendas de bens duráveis em novembro, que contrariou as expectativas dos analistas, que esperavam queda de 0,1%. Além disso, os gastos dos consumidores subiram 0,4% em novembro, enquanto a renda pessoal avançou 0,6%. Mas o impasse sobre o abismo fiscal pressionou o petróleo neste último pregão da semana.

O cancelamento da votação do plano B dos republicanos na noite passada na Câmara deixou claro que um acordo fiscal está distante. O presidente da Casa, o republicano John Boehner, disse mais cedo que seu partido ainda está disposto a fechar um acordo com a Casa Branca. Mas ele comentou também que o presidente Barack Obama não leva a sério os principais desafios enfrentados pelos EUA e nada do que o governo propôs até agora resolve a questão dos gastos públicos.

Outro fator que pressionou o petróleo foi a alta do dólar ante o euro. Como é denominado na moeda norte-americana, o petróleo se torna mais caro para compradores que usam outras divisas quando o dólar se fortalece. O euro foi pressionado com os temores sobre a situação política na Itália. O primeiro-ministro, Mario Monti, renunciou nesta tarde, após o Parlamento aprovar o Orçamento para 2013. As informações são da Dow Jones.

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