Petróleo cai 0,79%, mas queda em estoques reduz perda

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em queda nesta quarta-feira, pressionados pela alta do dólar, indicadores divergentes sobre a economia dos Estados Unidos e o chamado "abismo fiscal". Mas os preços encerraram a sessão bem acima das mínimas do dia, após uma queda inesperada nos estoques de petróleo.

O contrato de petróleo para janeiro perdeu US$ 0,69 (0,79%) e encerrou a US$ 86,49 o barril. Já na plataforma eletrônica ICE, o petróleo do tipo Brent para janeiro recuou US$ 0,36 (0,33%), fechando a US$ 109,51 o barril.

Os avanços do dólar nos últimos dias têm pressionado a maioria das commodities, como o petróleo. Como são denominados na moeda norte-americana, esses produtos se tornam mais caros para compradores que usam outras divisas quando o dólar se fortalece.

Os investidores estão correndo para o dólar em busca de um "porto seguro", em meio aos receios com o "abismo fiscal" nos EUA, uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos automáticos que devem entrar em vigor no começo do ano que vem, caso não haja acordo no Congresso para evitá-los. Durante a tarde, o presidente dos EUA, Barack Obama, fez alguns comentários positivos sobre as negociações para evitar o "abismo fiscal", que acabaram impulsionando outros mercados e ajudando o petróleo a reduzir suas perdas.

Além disso, o petróleo recebeu suporte de uma queda inesperada nos estoques nos EUA. Os estoques de petróleo bruto caíram 347 mil barris na semana encerrada em 23 de novembro, para 374,123 milhões de barris, segundo o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). Os analistas ouvidos pela Dow Jones esperavam uma alta de 500 mil barris.

Mas indicadores econômicos ruins pesaram sobre o humor dos investidores. De acordo com o Departamento de Comércio dos EUA, as vendas recuaram 0,3% em outubro ante setembro, para a taxa anual sazonalmente ajustada de 368 mil. Analistas ouvidos pela Dow Jones esperavam uma leitura de 385 mil.

"Os receios com o 'abismo fiscal', a sombria previsão para a economia global feita pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) e a queda nas vendas de moradias hoje, juntamente com uma retração no consumo de gasolina e o aumento nos estoques do combustível, guiaram o mercado", relatou James Williams, economista especializado em energia, da WTRG Economics.

Ele alertou, contudo, que os protestos no Egito contra a concentração de poder do presidente Mohammed Morsi têm potencial para causar uma interrupção na produção de petróleo no Oriente Médio, o que pode fornecer suporte para a commodity. As informações são da Dow Jones.

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