Petróleo cai 0,12% em NY com risco de abismo fiscal

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em leve queda nesta quinta-feira (27), em um dia de pouco volume de negociação, conseguindo manter a maior parte da forte alta registrada na quarta-feira com as preocupações quanto à estabilidade política do Oriente Médio. A leve queda registrada, segundo analistas, se deve às negociações fiscais nos Estados Unidos.

O contrato de petróleo mais negociado, com entrega para fevereiro, perdeu US$ 0,11 (0,12%), fechando a US$ 90,87 o barril. Já na plataforma eletrônica ICE, o petróleo do tipo Brent para fevereiro subiu US$ 0,13 (0,1%) nesta quinta, encerrando a sessão a US$ 111,20 o barril. "Estou impressionado com a capacidade do mercado de manter os ganhos após o rali de ontem", disse Andy Lebow, da Jefferies Bache. Alguns analistas afirmaram que essa capacidade é um sinal de que os preços podem subir mais. Segundo Fred Rigolini, da Paramount Options, o preço acima de US$ 90 o barril é "positivo para o mercado de um ponto de vista técnico".

Os investidores focaram na retomada das negociações para evitar o abismo fiscal nos EUA - uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos automáticos que entrarão em vigor no começo do ano que vem caso não haja acordo no Congresso. Se um acordo não for alcançado, economistas preveem que o país cairá em recessão, o que pode prejudicar a demanda norte-americana por petróleo.

Nesta quinta, os democratas pediram que os republicanos voltem à Câmara dos Representantes para a retomada das negociações. A líder da minoria democrata na Câmara, a deputada Nancy Pelosi, criticou a paralisia dos parlamentares diante da ameaça do abismo fiscal e pediu aos colegas republicanos que retornem imediatamente a Washington. Mais cedo, o líder dos democratas no Senado, Harry Reid, já havia feito fortes críticas aos republicanos e afirmado que a economia dos EUA está se dirigindo ao abismo fiscal. Segundo ele, a Câmara está sendo governada "por uma ditadura".

Na quarta, no entanto, os preços do petróleo tiveram forte alta de 2,67% por motivos geopolíticos. O Irã anunciou a retomada de manobras navais no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz, por onde passa boa parte da oferta global de petróleo. E os Emirados Árabes Unidos anunciaram o desmantelamento de uma célula terrorista formada por cidadãos do emirado e sauditas. As informações são da Dow Jones.

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