Mercado fechado

Petróleo avança com redução dos temores sobre epidemia de coronavírus

André Mizutani

O contrato do Brent para abril fechou em forte alta de 3,29%, a US$ 55,79 por barril, e o do WTI para março valorizou 2,46%, a US$ 51,17 por barril Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta acentuada nesta quarta-feira (12), com os investidores focados nos sinais de redução do ritmo de disseminação do coronavírus na China.

O contrato do Brent para abril fechou em forte alta de 3,29%, a US$ 55,79 por barril, na ICE, em Londres. O contrato do WTI para março, por sua vez, subiu 2,46%, a US$ 51,17 por barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex).

A Comissão Nacional de Saúde da China informou, nesta quarta, que 2.015 novos casos da doença foram registrados nas últimas 24 horas, o que representa o segundo dia consecutivo de queda no número de novos infectados. O total de casos na China continental é de 44.653, embora especialistas digam que a contagem possa estar subestimada.

A perspectiva de que o coronavírus pode estar sendo contido pelos esforços do governo chinês foi suficiente para que ambas as referências do petróleo mais do que apagassem as perdas da semana, com o WTI praticamente devolvendo as perdas acumuladas em fevereiro. No ano, porém, a referência americana ainda recua mais de 15%, enquanto o Brent recua mais de 14%.

Mais cedo, dados oficiais do governo americano indicaram que os estoques de petróleo no país subiram o equivalente a 7,459 milhões de barris na semana passada, para 442,468 milhões, superando com folga a expectativa de consenso, de alta de 2,9 milhões de barris. Os preços dos futuros, porém, não reagiram ao dado, recebendo suporte do otimismo em torno da China.

De manhã, a Opep rebaixou sua previsão de crescimento da demanda mundial de petróleo para 2020 pela sexta vez em nove meses, desta vez em 230 mil barris por dia, para 990 mil barris por dia, além de reduzir sua previsão de crescimento econômico global para 3% em 2020.

"O surto de coronavírus na China durante [a primeira metade de 2020] é o principal fator por trás dessa revisão de baixa", afirmou a Opep, em referência ao corte na demanda. O cartel acrescentou que "o impacto relacionado ao coronavírus, combinado ao enfraquecimento da economia na zona do euro e na Índia", justifica a redução de sua previsão de crescimento global.