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Petróleo alcança maior valor em três anos e derruba Bolsas

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***ARQUIVO***SÃO PAULO: Painéis de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO: Painéis de indicadores econômicos na sede da Bolsa de Valores de São Paulo. (Foto: Danilo Verpa/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os mercados globais tiveram fortes quedas nesta segunda-feira (4) influenciados pelo temor da escalada da inflação global, que ganhou ainda mais força com o preço do petróleo alcançando o maior valor em três anos, após países membros da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e aliados decidirem manter o atual nível de produção.

O barril do Brent, referência para o mercado, fechou em alta de 2,52%, a US$ 81,28 (R$ 440,57). É o valor mais alto desde outubro de 2018, quando a cotação bateu US$ 86,29.

No Brasil, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, caiu 2,22%, com 110.393 pontos. O dólar subiu 1,45%, cotado a R$ 5,4460.

Com as incertezas domésticas quanto à capacidade do governo em lidar com a crise fiscal e outras ameaças, como a falta de energia, a Bolsa brasileira acompanhou o viés de queda que vem afetando os mercados globais desde setembro.

Crises na geração de energia devido à redução na produção de carvão na China e ao aumento na demanda por gás na Europa, que enfrenta um outono mais frio, ampliam o risco de inflação de produtos básicos, problema que já se fazia presente devido ao choque das cadeias de abastecimento provocado pela pandemia de Covid-19.

A ameaça inflacionária tem pressionado bancos centrais a elevar juros básicos. Nos Estados Unidos, a possibilidade de que o aperto monetário seja antecipado para 2022, em resposta à inflação gerada pela escalada de preços de energia no mundo e pela quebra das cadeias de suprimento durante a pandemia, está gerando um viés de baixa.

Em Wall Street, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq caíram 0,94%, 1,30% e 2,14%.

Nesse contexto, ações de empresas de tecnologia, bastante populares nos EUA, tendem a perder mais investidores para aplicações atreladas a juros, como os títulos do Tesouro americano.

As ações do Facebook, cujas redes sociais saíram do ar nesta segunda, caíram 4,89%. Independentemente da queda generalizada na Bolsa, os papéis do Facebook já recuaram cerca de 15% desde 14 de setembro, quando o Wall Street Journal passou a publicar reportagens que sustentam que a companhia sabia que o Instagram, rede social da qual é dona, é potencialmente danoso para a saúde mental de meninas adolescentes. Antes das revelações, os papéis da empresa acumulavam alta de 37,83% neste ano.

Outras big techs, porém, também afundaram com o mau humor dos investidores, com destaque para as quedas do Twitter (-5,79%), Zoom (2,96%) e Amazon (-2,85%).

No Brasil, apesar da queda do Ibovespa, a alta do petróleo levou a Petrobras a ter a maior alta da Bolsa desta segunda. Os papéis PETR4 e PETR3 subiram 2,82% e 2,44%, respectivamente. Os bancos lideraram as baixas, com destaque para o Banco Inter (BID11), que caiu 13,42%.

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