Mercado fechado
  • BOVESPA

    110.227,09
    +94,56 (+0,09%)
     
  • MERVAL

    38.390,84
    +233,89 (+0,61%)
     
  • MXX

    42.412,47
    +211,88 (+0,50%)
     
  • PETROLEO CRU

    44,96
    -0,75 (-1,64%)
     
  • OURO

    1.813,00
    +1,80 (+0,10%)
     
  • BTC-USD

    17.164,88
    +6,06 (+0,04%)
     
  • CMC Crypto 200

    335,96
    -34,56 (-9,33%)
     
  • S&P500

    3.629,65
    -5,76 (-0,16%)
     
  • DOW JONES

    29.872,47
    -173,77 (-0,58%)
     
  • FTSE

    6.362,93
    -28,16 (-0,44%)
     
  • HANG SENG

    26.819,45
    +149,70 (+0,56%)
     
  • NIKKEI

    26.537,31
    0,00 (0,00%)
     
  • NASDAQ

    12.156,50
    +4,25 (+0,03%)
     
  • BATS 1000 Index

    0,0000
    0,0000 (0,00%)
     
  • EURO/R$

    6,3408
    +0,0031 (+0,05%)
     

Petróleo, aeronáutica, automóvel, PIB... a interminável fatura da COVID-19

Por Julien GIRAULT
·3 minuto de leitura
Cartaz que diz "Loja fechando" é exibido em Arlington, Virgínia, Estados Unidos
Cartaz que diz "Loja fechando" é exibido em Arlington, Virgínia, Estados Unidos

O PIB em queda livre, bilhões de dólares perdidos para empresas de petróleo, fabricantes de aviões e automóveis: a economia global mostrou, nesta quinta-feira (30), a fatura da pandemia, enquanto muitas incertezas pairam sobre uma possível nova onda.

Os números são vertiginosos.

A Alemanha, economia mais forte da Europa, revelou hoje uma queda histórica de seu PIB de 10,1% no segundo trimestre. E, nos Estados Unidos, o Departamento de Comércio anunciou uma contração de 32,9% do PIB, o pior desempenho da história desde o início dos registros em 1947.

"O PIB é o espelho retrovisor, nos mostra o fundo da onda, o buraco negro da crise", diz à AFP o economista-chefe da Allianz Ludovic Subran.

Nas explosões de resultados divulgados nesta quinta, os pilares econômicos do "Velho Mundo" mostram grandes abalos, enquanto os gigantes da tecnologia americanos (Apple, Alphabet, Facebook e Amazon) ainda devem revelar seus resultados em algumas horas.

As empresas de petróleo revisaram para baixo o valor de seus ativos, devido ao colapso duradouro dos preços do petróleo e a uma queda histórica na demanda. A consequência foi de perdas abismais no segundo trimestre, de US$ 8,4 bilhões (cerca de 7,15 bilhões de euros) para a Total, e de US$ 18,1 bilhões, para a anglo-holandesa Royal Dutch Shell.

- "Sem precedentes", mas "sem apelo" -

A aeronáutica também paga um preço esmagador pela crise, enquanto se espera que o tráfego aéreo recupere a normalidade apenas em 2023.

A construtora de aviões europeia Airbus anunciou hoje uma perda líquida de 1,9 bilhão de euros (US$ 2,23 bilhões) no primeiro semestre do ano: "queimou" 12,4 bilhões de euros (US$ 14,56 bilhões) em "cash" (dinheiro) durante esses primeiros seis meses do ano e reduziu seu ritmo de produção em 40%.

Sua grande rival norte-americana, a Boeing, planeja reduzir ainda mais seu ritmo de produção, demitir mais funcionários e parar de fabricar o lendário "Jumbo Jet" 747 em 2022. No segundo trimestre, perdeu um total de US$ 2,4 bilhões.

A indústria automobilística também estagnou, entre fábricas e revendedores de portas fechadas durante o confinamento.

A montadora francesa Renault sofreu a maior perda líquida de sua história no primeiro semestre do ano, a 7,3 bilhões de euros (US$ 8,58 bilhões), sobrecarregada por sua sócia japonesa Nissan e pela depreciação de ativos. No final de maio, anunciou a supressão de 15.000 empregos.

A gigante alemã Volkswagen anunciou hoje uma perda, antes dos impostos, de 1,4 bilhão de euros (US$ 1,64 bilhão) nos primeiros seis meses de 2020.

"Essa situação não tem precedentes, mas também não tem apelo", afirmou o CEO da Renault, Luca de Meo, que prometeu uma recuperação.

Mas como? A normalização será lenta, e o automóvel, assim como o transporte aéreo, ambos mal sustentados pelos Estados Unidos, estão sob pressão, devido a crescentes preocupações ambientais.

- "Crise darwiniana" -

Na indústria siderúrgica, também existem balanços sombrios. A produtora de aço ArcelorMittal, por exemplo, teve uma perda líquida no segundo trimestre de US$ 559 milhões.

A indústria alimentícia resistiu um pouco melhor, com a gigante suíça Nestlé divulgando um lucro líquido semestral de 18,3%.

Os raros relâmpagos vieram da indústria "high-tech" (alta tecnologia) e da indústria farmacêutica.

A coreana Samsung, líder mundial de celulares e cartões de memória, teve um aumento trimestral de lucro líquido de 7,3%, enquanto o laboratório francês Ipsen revelou um lucro líquido no primeiro semestre de pouco mais de 1%.

"Esta crise é muito darwiniana, afeta países e setores de maneira muito diferente", afirma Subran.

Após o primeiro "choque" nas atividades, "os setores já prejudicados em termos de rentabilidade terão que se adaptar a uma mudança mais lenta do entorno", acrescentou.

Segundo especialistas, alguns não vão superar o golpe.