Petróleo acumula queda de 0,17% na semana

Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em leve queda nesta sexta-feira e acumularam pequena retração na semana, pressionados por um indicador ruim sobre o mercado imobiliário nos Estados Unidos.

O contrato de petróleo para março perdeu US$ 0,07 (0,07%) e fechou a US$ 95,88 o barril. Na semana, a queda acumulada foi de 0,17%. Na plataforma eletrônica ICE, o contrato do petróleo do tipo Brent para março fechou estável, a US$ 113,28 o barril. No acumulado da semana, houve alta de 1,24%.

O Departamento do Comércio dos EUA informou mais cedo que as vendas de moradias novas caíram 7,3% em dezembro, em comparação com novembro, para a média anualizada de 369 mil unidades. O resultado veio bem abaixo da previsão dos economistas consultados pela Dow Jones, que esperavam que a média anualizada ficasse em 385 mil, com crescimento de 2,1%. Mesmo assim, o ano de 2012 fechou com alta de 20% nas vendas em relação a 2011, apesar de ter sido o terceiro pior ano para vendas de moradias novas desde 1963.

Na Europa, os investidores comemoraram a última leitura do índice de confiança das empresas da Alemanha, que em janeiro atingiu seu nível mais alto em sete meses, segundo o instituto IFO. O índice subiu este mês para 104,2, de 102,4 em dezembro, superando a previsão de 103,0. Por outro lado, o Reino Unido aparentemente se encaminha para uma nova recessão. Dados preliminares do Escritório para Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês) mostram que o PIB britânico caiu 0,3% no quarto trimestre, em comparação com o terceiro. Em base anual, a produção ficou estável. Economistas previam que o PIB britânico teria contração trimestral de 0,1% e crescimento anual de 0,3%.

Sem grandes desdobramentos macroeconômicos nos EUA, o foco dos participantes do mercado de petróleo se voltou para indicadores ruins sobre os fundamentos, divulgados na véspera. A demanda das refinarias no país caiu na semana passada para o menor nível em 20 meses, devido a problemas operacionais e manutenções sazonais. A queda de 895 mil barris por dia na demanda foi a mais acentuada desde setembro de 2008, quando o furacão Ike atingiu a Costa do Golfo do México.

Enquanto isso, os estoques de petróleo bruto atingiram na semana passada 363 milhões de barris, o maior nível para essa época do ano em três décadas. As informações são da Dow Jones.

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