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Pesquisadores usam IA para projetar alterações severas de aquecimento global

·3 minuto de leitura

Avaliar a real dimensão das mudanças climáticas no nosso planeta é um grande desafio, pois este é um fenômeno que acontece com cada vez mais velocidade. Felizmente, o número de pesquisas voltadas para a compreensão do clima global não para de crescer, e isso torna ainda mais desafiador o trabalho de revisar tanta informação à medida que as mudanças avançam. Pensando em contornar esse desafio, um novo estudo utilizou a Inteligência Artificial para analisar um grande volume de publicações (muito acima do que seres humanos dariam conta de realizar no mesmo período) e conseguiu detalhar os diferentes tipos de impactos climáticos.

Segundo Max Callaghan, pesquisador de dados quantitativos da Mercator Research Institute on Global Commons and Climate Change e co-autor do estudo, desde que o primeiro Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) foi publicado, em 1990, o número de estudos sobre os impactos climáticos publicados por ano aumentou em mais de duas vezes. "Já está levando as avaliações manuais de especialistas ao seu limite", acrescentou Callaghan.

(Imagem: Reprodução/Gerd Altmann/Pixabay)
(Imagem: Reprodução/Gerd Altmann/Pixabay)

Além de levar os pesquisadores ao limite, o processo de revisão manual não cobre todo o real volume de dados. O AR6, relatório climático mais recente do IPCC, contou com a participação de mais de 200 cientistas de todo o mundo para revisar cerca de 14 mil artigos. O novo estudo utilizou uma IA de análise de linguagem de aprendizagem profunda (BERT, na sigla inglês) para revisar e classificar mais de 100 mil publicações.

Os pesquisadores ressaltaram que análises automatizadas como esta jamais substituirão, em qualidade, as avaliações feitas por especialistas humanos. Mesmo assim, elas oferecem um método capaz de cobrir um volume muito maior de dados, além de detalhar os diferentes impactos das mudanças globais, conforme a geografia e a influência humana.

No entanto, é necessário cautela com a nova abordagem baseada no aprendizado de máquina. Apesar de analisar um impressionante volume de dados, elas costumem conter falsos positivos e outras incertezas que podem distanciar a leitura da realidade. “Nossa abordagem assistida por aprendizado de máquina gera um mapa preliminar expansivo, mas incerto quantificadamente", acrescentaram.

(Imagem: Reprodução/NASA)
(Imagem: Reprodução/NASA)

As primeiras simulações com a IA indicaram que cerca de 80% da área terrestre do planeta (com exceção da Antártida) já atravessam tendências de temperatura e/ou precipitação relacionadas à influência humana e que 85% da população mundial sofre com as mudanças climáticas. Em lugares como a Europa Central, Américas do Norte e do Sul e Ásia Oriental, ocorre a sobreposição de impactos naturais e causados pela ação humana.

Em outros locais, essas ligações não são presentes, pois, segundo os pesquisadores, são os lugares onde não há ciência de clima suficiente para um traçar um perfil — países de baixa renda, por exemplo, são menos estudados, segundo os autores. “Em última análise, esperamos que nosso banco de dados global, dinâmico, automatizado e escalonado ajude a iniciar uma série de análises de impactos climáticos em tópicos específicos ou regiões geográficas específicas”, encerra a equipe.

A pesquisa foi publicada no dia 11 de outubro, na revista Nature.

Fonte: Canaltech

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