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Pesquisadores inventam nariz eletrônico para analisar e preservar livros antigos

Nathan Vieira

Pesquisadores da American Chemical Society, uma organização sem fins lucrativos fundada pelo Congresso dos EUA, desenvolveram uma espécie de nariz eletrônico que pode detectar odores em livros antigos. O objetivo é entender quais são as melhores formas de preservá-los.

Se você não estiver entendendo nada, fique tranquilo que a gente explica: o que acontece é que os livros antigos emitem uma complexa mistura de odores, agradáveis ou desagradáveis, e detectar sinais precoces de degradação do papel pode ajudar a orientar os esforços de preservação. O problema é que a maioria das técnicas existentes para isso acabam destruindo o próprio papel que os historiadores desejam preservar. Com a nova invenção, os pesquisadores são capazes de detectar de maneira não destrutiva os odores emitidos por livros de diferentes composições, condições e idades do papel.

O papel é feito principalmente de celulose, junto com outros componentes e aditivos. A celulose é resistente ao envelhecimento, mas os outros componentes são muito mais vulneráveis ​​à degradação pelo calor, umidade e raios UV. Antes de 1845, o papel era feito principalmente de trapos de algodão e linho, que eram formas relativamente puras de celulose e, portanto, bastante estáveis. Então, em 1845, os inventores desenvolveram um processo para fabricar papel a partir de fibras de polpa de madeira, e este papel é menos durável do que o de algodão, mas a madeira é mais barata e mais facilmente disponível. Em 1980, o advento do papel sem ácido foi benéfico para os preservacionistas, porque ele degrada muito mais lentamente do que o papel de polpa de madeira.

Nariz eletrônico ajuda a detectar odores emitidos pelos livros velhos e, assim, percebe a melhor forma de preservá-lo

Para fazer esse estudo que levou ao desenvolvimento do nariz eletrônico, os pesquisadores coletaram 19 livros publicados de 1567 a 2016 e os classificaram por período, composição do papel, cor e estado visível; em seguida, detectaram os gases com seis sensores diferentes. O nariz eletrônico distingue claramente entre papel de algodão ou trapos de linho e papel de madeira, além de livros de três períodos diferentes.

Fonte: Canaltech

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