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Pesquisadores encontram mais de 800 objetos transnetunianos; 461 deles são novos

·3 minuto de leitura

Há uma região misteriosa no Sistema Solar, que se estende da órbita de Netuno para um pouco além de Plutão. É ali que fica o Cinturão de Kuiper, formado por objetos gelados que podem nos ajudar a compreender melhor a formação da nossa vizinhança. Como eles são pequenos e estão bem distantes, os astrônomos não conseguem definir com exatidão o que existe por lá, mas, agora, uma equipe de cientistas utilizou dados do levantamento Dark Energy Survey e identificou 815 objetos transnetunianos (TNOs), aqueles que ficam além da órbita de Netuno — deles, 461 são novos.

O Dark Energy Survey foi conduzido entre 2013 e 2019 e passou mais de 500 noites coletando dados da luz infravermelha e quase infravermelha para, assim, estudar objetos que ajudem a calcular a taxa de aceleração de expansão do universo, que pode ser causada pela energia escura. Assim, embora não tenha o objetivo principal de procurar TNOs, o levantamento foi feito com tanta profundidade e amplitude que serviu bem para buscar estes objetos.

Quando o Sistema Solar estava se formando, as interações gravitacionais dos planetas gigantes gasosos ocorridas durante as mudanças na órbita influenciaram as órbitas dos TNOs (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, G. Bacon)
Quando o Sistema Solar estava se formando, as interações gravitacionais dos planetas gigantes gasosos ocorridas durante as mudanças na órbita influenciaram as órbitas dos TNOs (Imagem: Reprodução/NASA, ESA, G. Bacon)

No ano passado, astrônomos analisaram os dados do estudo e descobriram mais de 100 novos "planetas menores", objetos que não podem ser classificados como cometas ou planetas. Já no novo estudo, conduzido pela mesma equipe, acrescentou 461 objetos para essa lista, que representa um aumento significativo em relação aos outros 3.000 TNOs que se conhecia previamente no Sistema Solar externo, e que pode nos ajudar a entender melhor tanto a formação do nosso sistema e até, quem sabe, a procurar o polêmico Planeta Nove.

Isso porque os objetos da região têm hoje poucas perturbações em suas órbitas, de modo que os astrônomos acreditam que os TNOs possam indicar traços da dinâmica do Sistema Solar primordial enquanto os planetas se formavam, que seria bem diferente do que vemos atualmente. Como não encontramos muitos deles, cada novo TNO identificado oferece novos dados para modelar a formação do Sistema Solar e até para encontrar ou descartar a existência do Planeta Nove. É que uma parte dos TNOs tem distância orbital média acima de 150 unidades astronômicas, o que pode sugerir que existe algo exercendo influência gravitacional por lá que, talvez, seja o planeta.

Esses objetos são chamados de “TNOs extremos”, e o estudo da equipe mostra que há nove deles em meio 817 confirmados. Além disso, os autores encontraram quatro novos troianos de Netuno, um grande cometa e um objeto que não tem influência do planeta, todos com ressonância orbital com Netuno. Os pesquisadores descrevem que essas informações representam um aumento significativo no entendimento do Sistema Solar externo, e consideram que este é o segundo maior catálogo de TNOs feito de uma só vez até o momento.

O artigo com os resultados do estudo foi enviado à American Astronomical Society e pode ser acessado no repositório online arXiv, ainda sem revisão de pares.

Fonte: Canaltech

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