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Pesquisadores encontram esboço oculto que revela origem de quadro mais famoso de Rembrandt

·3 min de leitura

AMSTERDÃ — Pesquisadores anunciaram nesta quarta-feira a descoberta de um esboço oculto do pintor holandês Rembrandt sob a tinta espessa de sua obra mais famosa, "A Ronda Noturna", revelando pela primeira vez a visão original do artista — considerado um dos maiores nomes da história da arte europeia.

O quadro "A Ronda Noturna" mostra a Guarda Cívica de Amsterdã sob comando do capitão Frans Banning Cocq e é uma das pinturas mais conhecidas do gênero Barroco.

O desenho preparatório, feito com tinta bege com alto conteúdo de giz, foi encontrado como resultado de uma investigação de dois anos e meio por restauradores, especialistas em dados e historiadores de arte no Rijksmuseum, em Amsterdã.

O esboço revela aos pesquisadores evidências de uma série de mudanças que Rembrandt fez em seu arranjo de 34 personagens diferentes e na matriz de penas, lanças e espadas ao redor deles, antes da conclusão da pintura em 1642.

A pintura "Ronda Noturna" levou três anos para ser concluída após ser encomendada pela guarda cívica de Amsterdã, por uma ordem do capitão, para um salão de banquetes em sua sede em Kloveniersdoelen.

O chefe de pinturas do Rijksmuseum, Pieter Roelofs, disse que foi possível tornar o esboço secreto de Rembrandt visível através de um "mapa de cálcio" da obra, devido ao uso pelo artista de uma tinta rica em giz que poderia ser detectada pela mais recente tecnologia de digitalização.

Segundo Pieter, agora é possível ver sob a superfície da melhor maneira possível, fazendo com que isso dê uma visão real do processo criativo do artista pela primeira vez.

— Vemos linhas retas e curvas. Com as curvas, ele criou um esboço inicial para a arquitetura ao fundo. Você pode perguntar por que isso é tão importante? Bem, isso nos dá a sensação de que podemos espiar por cima do ombro de Rembrandt enquanto ele estava trabalhando na obra. É fascinante ver como ele buscou a composição certa. Nós descobrimos as origens de 'A Ronda Noturna' — conta o diretor do departamento de pinturas e esculturas do Rijksmuseum, em Amsterdã.

"Operação Ronda Noturna"

Desde julho de 2019, a equipe que trabalha no que é chamado de "Operação Ronda Noturna" usa a tecnologia mais recente para buscar novas percepções sobre a pintura antes de sua restauração. A operação custou mais de 1 milhão de euros de euros e é o maior e mais abrangente trabalho de pesquisa e restauração de uma obra-prima.

O objetivo principal da pesquisa mais recente em "A Ronda Noturna" era preparar sua primeira restauração em mais de 40 anos, visto que a última aconteceu em 1975 depois que um homem a rasgou.

Apesar de a pintura ter resistido a quatro séculos tumultuados, incluindo o transporte para um bunker nas dunas costeiras no início da Segunda Guerra Mundial, seu estado é considerado ótimo, apesar das evidências de abrasão, descoloração e perda de tinta ao longo do tempo.

Técnica tridimensional

Rembrandt utilizou a técnica de impasto, que envolve a aplicação de tinta espessa sobre a tela para obter uma estrutura tridimensional que reflete a luz. Métodos de imagem foram usados para passar por baixo das camadas.

Eles descobriram que Rembrandt originalmente pintou penas para o capacete do miliciano Claes van Cruijsbergen, mas depois as pintou por cima. Ele ainda desenhou mais lanças do que de fato aparecem, ajustou a posição das pernas do sargento Rombout Kemp e há sinais de que havia uma espada adicional no original entre o capitão e seu tenente, Willem van Ruytenburch.

— Por que Rembrandt mudou de ideia, não sabemos. Mas provavelmente ele removeu as penas, porque elas chamaram muita atenção, já que Van Cruijsbergen está no centro da composição — explica Pieter Roelofs.

A prioridade, segundo Roelofs, era lidar com a deformação da tela vista em particular em seu canto superior esquerdo, o que se acredita ter acontecido durante sua estada na ala Philips do Rijksmuseum durante a reforma do prédio principal entre 2003 e 2013.

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