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Pesquisadores criam robô "macio" que joga Super Mario Bros

·2 minuto de leitura

Pesquisadores da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, criaram um robô “macio” capaz de jogar o clássico Super Mario Bros, lançado em 1985 para o Nintendinho. A mão robótica usa circuitos fluídicos que indicam os botões a serem pressionados de acordo com a pressão do líquido; quando ligado a um computador com o game rodando, a criação foi capaz de finalizar a primeira fase do título em 90 segundos.

O trabalho faz parte de um novo campo da robótica, que usa máquinas com peças infláveis ou movimentadas por líquidos, com foco em interações com seres humanos, animais de estimação ou objetos com formatos móveis. É uma alternativa aos robôs tradicionais, de metal, bem como um caminho que pode levar à economia de energia e maior precisão nos movimentos.

No caso do trabalho feito pela Universidade de Maryland, a mão robótica com jeito de tartaruga foi criada usando uma impressora 3D com múltiplos materiais, capaz de gerar as partes rígidas e também maleáveis, bem como os elementos de suporte da estrutura. De acordo com o professor assistente Ryan D. Sochol, do departamento de engenharia mecânica, o processo também economizou tempo para os pesquisadores.

Isso se deve ao fato não apenas à impressão, mas também à própria implementação. Em vez de criar linhas de código para cada um dos dedos, os responsáveis pelo estudo usaram um sistema de pressão líquida sobre transistores fluídicos, que indicava qual botão deveria ser pressionado de acordo com a ação necessária. A opção mais leve, por exemplo, ativava o direcional, enquanto a média fazia Mario correr e a mais forte, pular.

A parte do videogame entrou por ser, na visão dos estudiosos, uma boa forma de testar uma mão robótica desse tipo, devido à sua estrutura de fases, inimigos e obstáculos de diferentes características para serem transpostos. Assim, conectada ao computador, a criação foi capaz de finalizar o primeiro estágio sem morrer.

Os pesquisadores liberaram um vídeo demonstrando a partida, assim como documentos de design da impressão tridimensional e demais programações necessárias para funcionamento dos circuitos. No futuro, os avanços da robótica “macia” podem ser usados em próteses, dispositivos voltados à reabilitação de pacientes ou ferramentas cirúrgicas, bem como em outros tratamentos ou terapias de saúde.

Fonte: Canaltech

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