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Pesquisadores criam microscópio quântico para ver “o impossível”

·2 minuto de leitura
Pesquisadores criam microscópio quântico para ver “o impossível”
Pesquisadores criam microscópio quântico para ver “o impossível”

Pesquisadores da Universidade de Queensland, na Austrália, deram um imenso salto científico ao criar um microscópio quântico que pode revelar estruturas biológicas impossíveis de serem vistas de outra forma. Além da aplicação em biotecnologia, a ferramenta pode também ser utilizada por áreas como navegação e imagem médica.

De acordo com o professor Warwick Bowen, do Laboratório de Ótica Quântica da universidade e do Centro de Excelência para Sistemas Quânticos Projetados (EQUS), esse é o primeiro sensor baseado em emaranhamento quântico com desempenho melhor que a tecnologia já existente. Esse emaranhamento é um efeito que Albert Einstein descreveu como “interações assustadoras à distância”.

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Ainda segundo o professor, o avanço também pode melhorar máquinas de ressonância magnética. “Acredita-se que o emaranhamento esteja no cerne de uma revolução quântica. Finalmente demonstramos que os sensores que o usam podem substituir a tecnologia não quântica existente”, disse Bowen.

O professor se empolga com a primeira prova do potencial de mudança com o emaranhamento para detecção. Boa parte do sucesso do microscópio da equipe se deu pela capacidade de catapultar sobre uma ‘barreira rígida’ na microscopia de luz tradicional.

O microscópio feito pelo time da Universidade de Queensland tem sensor baseado em emaranhamento quântico. Imagem: Universidade de Queensland
O microscópio feito pelo time da Universidade de Queensland tem sensor baseado em emaranhamento quântico. Imagem: Universidade de Queensland

“Os melhores microscópios de luz usam lasers brilhantes que são bilhões de vezes mais brilhantes do que o sol. Sistemas biológicos frágeis, como uma célula humana, podem sobreviver apenas por um curto período de tempo e este é um grande obstáculo”, explicou o professor.

O equipamento montado pelo time fornece 35% de clareza aprimorada sem destruir a célula. Ele permite ainda que estruturas biológicas minúsculas sejam visualizadas. “Os benefícios são óbvios – desde uma melhor compreensão dos sistemas vivos até tecnologias de diagnóstico aprimoradas”, acrescentou.

O artigo contendo o estudo dos pesquisadores da Universidade de Queensland foi publicado na revista científica Nature. “Isso abre a porta para algumas revoluções tecnológicas de amplo alcance”, concluiu o professor Warwick Bowen.

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