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Pesquisadores criam cadeira de rodas controlada por movimentos dos olhos

Wagner Wakka
·2 minuto de leitura

Pesquisadores das Universidades de Toronto e Pádua criaram uma cadeira de rodas inteligente. Trata-se de um modelo semiautônomo, capaz de ser direcionado apenas pelos movimentos do olho do usuário.

O modelo é chamado de RoboEYE, cuja proposta é permitir que pessoas com deficiência motora controlem a cadeira sem precisar dos movimentos dos braços. Para isso, o aparelho conta com uma série de sensores.

Além da estrutura convencional de uma cadeira de rodas, a peça tem um monitor que fica à frente do usuário. Na borda inferior da tela, há um sensor capaz de identificar o movimento dos olhos da pessoa, para gerar os comandos para as rodas.

Além desta peça, há também uma câmera 3D, parecida com o Kinect da Microsoft, a qual serve para fazer um mapeamento da sala. A questão é que o usuário pode não controlar exatamente todos os movimentos, mas apenas direcionar o destino no ambiente. Quem traça o caminho, neste caso, é o sistema do RoboEYE.

“A modalidade mais intuitiva e direta permite ter o controle das velocidades angulares e frontais da cadeira de rodas, olhando para diferentes partes do monitor. A modalidade semiautônoma, por outro lado, permite a navegação para um determinado lugar no ambiente apenas apontando e ativando o destino, enquanto o sistema autônomo planeja e segue uma trajetória que leve a cadeira até aquele ponto”, explica o pesquisador Alessandro Luchetti.

Ou seja, o aparelho tem um sistema duplo de navegação, o que amplia a gama de pessoas que podem usar o dispositivo. No primeiro, o utilizador controla todo o movimento; já no segundo, apenas aponta para onde quer chegar e a cadeira faz o resto, como um carro autônomo.

O RoboEYE ainda está em fase de estudo e foi criado pelos pesquisadores apenas para fins acadêmicos, ao menos por enquanto. Contudo, eles apontam que já há o interesse em transformar a ideia em um produto comercial.

“Em uma visão industrial, nossos resultados são bem interessantes. Para este estudo, tivemos a colaboração da startup Robosense, a qual lida com pesquisa em desenvolvimento em serviços de robótica, e a Nuova Vlandino, uma companhia italiana que produz e comercializa bens de saúde”, aponta o pesquisador.

O trabalho também contou com uma nova parceria, a Robocitoo, uma empresa voltada para levar tecnologias de pesquisa para um produto comercial e industrializável. Um modelo para o consumidor final pode sair dessa relação, mas ainda sem data nem previsão de concretizar.

Fonte: Canaltech

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