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Pesquisadores conseguem criar “fibra programável” para monitoramento físico

·3 minuto de leitura
Pesquisadores conseguem criar “fibra programável” para monitoramento físico
Pesquisadores conseguem criar “fibra programável” para monitoramento físico

Engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) desenvolveram um tipo de “fibra programável”, com aplicabilidade em campos como medicina e saúde, no monitoramento de atividades do corpo e detecção antecipada de doenças.

Segundo a pesquisa divulgada na revista Nature Communications (edição de junho), Yoel Fink, professor de ciências materiais e engenharia no MIT e autor do material, a “fibra programável” (oficialmente referida como “fibra digital”) pode “identificar padrões escondidos no corpo humano”, interpretando-os de forma contextual para ser aplicada nas situações acima.

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Imagem mostra um atleta praticando exercícios de musculação, com uma regata cheia de símbolos tecnológicos, fazendo alusão à "fibra programável" da matéria
Fibra usa inteligência artificial e alta tecnologia para medir parâmetros do corpo e determinar desde atividades físicas até propensão a doenças. Imagem: Syda Productions/Shutterstock

A tal fibra, segundo a revista, é capaz de sentir, armazenar, analisar e identificar atividades após ser costurada em uma camiseta. “Esse trabalho apresenta a primeira criação de um tecido com a habilidade de armazenar e processar dados digitalmente, adicionando uma nova dimensão de conteúdos informativos para produtos têxteis e permitindo que tecidos sejam, literalmente, programáveis”, disse Fink.

Detalhando tecnicamente, a nova fibra é feita de centenas de pequenos chips de silicone, dispostos em uma base pré-formada para se criar um polímero. Ao controlar de forma exata o fluxo desse polímero, o time do MIT foi capaz de manter uma conexão elétrica de forma contínua entre os chips ao longo de dezenas de metros.

O interessante é que, visualmente, o produto não difere de qualquer versão normal: a fibra programável é fina e flexível, podendo ser passada pela cabeça de um alfinete e costurada em tecidos, além de ser lavada até 10 vezes sem perder sua capacidade. “Quando você veste uma camiseta, você nem a sente. [Se não contássemos], ninguém saberia que ela estaria ali”, disse Gabriel Loke, outro participante do projeto.

O especialista faz uma analogia de sua criação, pensando nela como um “corredor”. Segundo ele, a fibra programável permite que seus elementos sejam controlados individualmente. “É como se cada elemento fosse uma sala, e cada sala tivesse seu próprio número”. Nesta analogia, Fink diz que a nova fibra permite que você acione um elemento (ou “sala”) sem que os outros precisem responder.

Na prática, isso permite aplicabilidades interessantes: durante testes, a nova fibra foi capaz de “armazenar” um curta-metragem colorido cujo arquivo tinha 767 KB de tamanho, e também uma música de 0,48 MB, por dois meses sem necessidade de recarga de energia.

“Imagine, por exemplo, um vestido de noiva que possa armazenar a trilha sonora do casamento em seu tecido”, disse Loke, que ressaltou que a fibra traz também 1.650 conexões neurais, salientando suas capacidades de inteligência artificial. Em testes, uma parte da fibra foi costurada na axila de uma camiseta e, ao se conectar com o corpo de quem a vestiu, coletou cerca de 270 minutos de dados relacionados à temperatura da pessoa.

A partir daí, a fibra analisou picos de temperatura para determinar quais foram os momentos de atividade física mais intensa. Sendo treinadas com essas informações, as conexões neurais foram capazes de determinar o que exatamente a pessoa estava fazendo, com 96% de precisão.

Com isso, a expectativa é a de que, no futuro, roupas de atletas possam analisar digitalmente eventuais quedas de ritmo respiratório ou desempenho esportivo, bem como problemas de longo prazo, como decadência muscular decorrente da idade.

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