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Pesquisa revela que a ameaça de supervulcões ativos pode durar milhares de anos

·2 minuto de leitura

Uma pesquisa internacional, liderada pela Curtin University, na Austrália, estudou um antigo supervulcão na Indonésia e revelou que grandes vulcões podem permanecer ativos e potencialmente perigosos mesmo após milhares de anos de uma supererupção. Os pesquisadores ressaltaram, ainda, que esta descoberta aponta para a necessidade de reavaliar os atuais conceitos do que é um vulcão “eruptível”.

O professor associado Martin Danišík da Curtin University, e principal autor do estudo, explicou que os supervulcões frequentemente entram em erupção várias vezes com intervalos de algumas dezenas de milhares de anos entre as suas maiores atividades. No entanto, até então, não se sabia o que acontecia durante os períodos de dormência. "Compreender esses longos períodos de dormência determinará o que procuramos em jovens supervulcões ativos para nos ajudar a prever futuras erupções", acrescentou.

(Imagem: Reprodução/Pixabay/Domínio Público)
(Imagem: Reprodução/Pixabay/Domínio Público)

As supererupções, segundo Danišík, estão entre os eventos mais catastróficos da história da Terra, pois liberam enormes quantidades de magma quase que instantaneamente. Além disso, elas podem impactar profundamente o clima global, provocando um “inverno vulcânico” — um período anormalmente frio que pode trazer fome generalizada e desorganização da população mundial, acrescentou o professor.

Para o estudo, Danišík e sua equipe investigaram o destino do magma deixado para trás após a supererupção do então supervulcão Toba — hoje, o Lago Toba, na Sumatra — cerca de 75 mil anos atrás. Através dos minerais feldspato e zircão, os pesquisadores conseguiram um registro temporal da atividade com base no acúmulo de gases de argônio e hélio em “cápsulas do tempo” presas nas rochas vulcânicas.

Mapa digital de elevação da caldeira do antigo supervulcão Toba (Imagem: Reprodução/Adonara E. Mucek et al.)
Mapa digital de elevação da caldeira do antigo supervulcão Toba (Imagem: Reprodução/Adonara E. Mucek et al.)

Ao combinar os dados geocronológicos, a inferência estatística e modelagem térmica, a equipe mostrou que o magma continuou fluindo para fora da caldeira, por cerca de 5.000 a 13.000 anos atrás após a supererupção. Em seguida, o magma remanescente que se solidificou, foi empurrado para cima “como uma carapaça de tartaruga gigante". As descobertas desafiaram o conhecimento existente e estudos sobre erupções, acrescentou Danišík.

Agora, é necessário reconsiderar que as erupções possam ocorrer mesmo se nenhum magma líquido for encontrado sob um vulcão. “O conceito do que é 'eruptível' precisa ser reavaliado”, ressaltou o professor. Segundo Danišík, os resultados da pesquisa mostram que o perigo não acaba com a supererupção, pois a ameaça permanece por milhares de anos. "Aprender quando e como o magma em erupção se acumula e em que estado ele se encontra antes e depois dessas erupções é fundamental para a compreensão dos supervulcões", encerrou.

A pesquisa foi publicada no dia 3 de setembro na revista Communications Earth & Environment.

Fonte: Canaltech

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