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Pesquisa registra queda no marketing de influência durante isolamento social

Beatriz Vaccari

Que a pandemia do novo coronavírus afetou a rotina das empresas e funcionários do mundo inteiro, isso não é novidade. O período de isolamento social resultou em situações jamais ocorridas antes, como os cinemas brasileiros não receberem nenhuma estreia pela primeira vez na história. A adaptação se tornou algo tão urgente para as pessoas, que alguns pais precisaram recorrer às babás virtuais para lidarem com os filhos em casa e até aplicativos de transporte sob demanda estão cumprindo medidas de segurança.

Pensar que serviços que dependem da internet estão lucrando com todo mundo em casa é praticamente inevitável. A Netflix, por exemplo, confirmou que o período levou a um aumento da audiência na plataforma, assim como o e-commerce, que dobrou o número de vendas no Brasil, consequentemente dando mais força a serviços, documentos e assinaturas digitais durante a pandemia.

Porém, esse pensamento pode ser um pouco precipitado, principalmente pensando nos Digital Influencers, a nova carreira que depende 100% do tamanho do retorno de suas curtidas, seguidores, comentários e afins. Uma pesquisa realizada pela Socialbakers observou uma queda de 41,9% no uso de hashtags como #ad e #publi pelos influenciadores brasileiros nas redes sociais em relação ao trimestre anterior.

O levantamento liga o baixo resultado à pandemia mundial. Em março, 11.341 influenciadores do Instagram usaram hashtags para indicar conteúdo pago/publicidade em seus posts, o número mais baixo desde agosto de 2019. No primeiro trimestre de 2020, os principais influenciadores foram propensos a serem mais naturais e autênticos com foco em situações do mundo real.

O estudo revela ainda um aumento significativo no tempo em que as pessoas ficam conectadas nesse período, bem como uma queda no custo de anúncios nas redes sociais.

Fonte: Canaltech