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De mal com a ppk: pesquisa mostra que 68% das brasileiras estão insatisfeitas com a vagina

Elisa Soupin
·5 minutos de leitura
Closeup young woman holding paper with sad smiley face or unhappy near her crotch lower abdomen. Medical or gynecological problems, healthcare concept.
Pesquisa mostra que 68% das brasileiras estão insatisfeitas com a vagina. Foto: Getty

As brasileiras não gostam — e nem conhecem muito bem — a própria vagina. Uma pesquisa realizada pela Intimus, em parceria com a Nielsen Brasil e a Troiano Branding, com brasileiras do Nordeste, Sul e Sudeste mostrou que 68% está insatisfeita com pelo menos um aspecto de sua parte íntima.

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Além disso, ainda há um longo caminho para que se conheça melhor essa região do corpo. Na pesquisa, muitas entrevistadas ficaram confusas: 50% acharam que a imagem da vulva era uma vagina e outras 43% olharam para a vagina e acreditaram se tratar da vulva.

Entre as insatisfações mais comuns estão:

- Pelos: incomodam 33% das mulheres

- Cor: questão para 18%,

- Cheiro: 18% se dizem incomodadas

- Aparência: 17% queriam que fosse diferente

- Tamanho: 15% se dizem incomodadas

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Se toca, mulher

Hand reaching out to touch stamen of calla lily on pink background
Se toca, mulher. Foto: Getty

O desconhecimento e as reclamações vêm acompanhados de uma desconexão do próprio corpo. O estudo mostrou que 25%, ou seja, uma em cada quatro mulheres, não tem o hábito de tocar a própria vagina. A pesquisa mostrou que, para aquelas para quem a prática de se tocar é comum, o processo é muito importante na descoberta de como ter prazer, sozinha e acompanhada.

Entre as mulheres um pouco mais velhas, na faixa entre os 35 e os 45 anos, a masturbação é mais frequente, o que sugere que a maturidade traz mais liberdade com o próprio corpo.

Por outro lado, esse é o grupo que mais se incomoda com a aparência de suas vaginas. Nessa faixa etária, apenas 26% do total concordam que a vagina é bonita. Há um discurso sobre a importância de reconhecer a diversidade dos corpos femininos e da região íntima, mas na prática, o próprio corpo ainda é motivo para angústia e insegurança para muitas.

Depilação é preferência

A pesquisa mostrou que, apesar de no discurso as mulheres abraçarem a liberdade dos pelos, na prática, a depilação ainda é uma preferência. A remoção dos pelos é relacionada à beleza, higiene e bem-estar.

A maioria das entrevistadas de 16 a 34 anos remove completamente os pelos da área íntima e, do total, 66% usam lâmina para se depilarem. Já 32% revelaram que depilam a região uma vez por semana, enquanto 24% a cada 15 dias.

Os monólogos da vagina

Sem identificar as participantes, Intimus forneceu as impressões das mulheres que participaram da pesquisa sobre diversos temas, confira.

Sobre educação sexual

“Não me lembro do momento em que descobri que tinha algo diferente dos meninos, mas me lembro muito bem de quando comecei a sentir coisas ao tocar minha vagina. Quando descobri que era uma coisa boa, comecei a esconder de outras pessoas e comecei a brincar sozinha, esfregando algumas bonecas e travesseiros para sentir aquela sensação boa. ”

“A educação sexual escolar é muito precária! Eles falavam sobre algumas doenças sexualmente transmissíveis (DST), a forma de contágio e prevenção, mas não ensinavam meninos e meninas a colocar preservativo!”

"Na minha família, antes de eu dizer que não era mais virgem, esse assunto da vagina era tabu: sempre que eu fazia uma pergunta, minha mãe respondia o mínimo e mudava de assunto."

Homens e mulheres e diferenças de abordagem

“Tenho um irmão mais velho e lembro que esse assunto foi tratado de forma diferente. Quando minha mãe ia falar sobre a minha vagina ou a dela, ela falava baixinho ou dentro do quarto. Quando se tratava do meu irmão, era na sala de estar e era uma conversa muito alta, como se fosse mais normal ter um pênis do que uma vagina. "

“Na primeira vez que fiquei menstruada, queria entender mais sobre de onde vinha o sangue. Então, fui conversar com alguns amigos e procurei nos livros na época, foi aí que aprendi um pouco sobre a vagina.”

Pelos, higiene, menstruação e DSTs

Young woman with epilated bikini zone holding flower on isolated on gray studio background. Cut out part of body. Medical problem and solution. Image is not body shape retouched
Pelos, higiene, menstruação e DSTs. Foto: Getty

“Higiene, bem-estar e estética! A sensação de ser cabeluda provoca desconforto, pois os pelos roçam na calcinha e é desconfortável.”

“Para mim, é muito importante (tirar os pelos) porque ajuda a higienizar ... Sinto-me mais livre tirando os pelos da minha vagina.”

“Quando eu tinha 16 anos, descobri que tinha uma DST. Fiquei muito incomodada com o cheiro, me senti como um peixe podre. Mesmo depois da cura, fiquei pensando: achei que algum cheiro ruim estava saindo de mim. Mas eu ainda estava me descobrindo nessa época, assim como uma pequena lagarta no casulo, prestes a me tornar uma borboleta. Hoje me sinto bem e me sinto livre de preconceitos, principalmente os meus comigo mesma. Hoje me aceito, me sinto uma borboleta. ”

“Se minha vagina fosse uma pessoa, ela estaria dentro de um vidro tentando se proteger dessas pessoas doentes ao seu redor. Eu queria conversar mais com minha mãe sobre isso e perguntar a ela como eu poderia falar com meu namorado sobre isso e exigir que ele usasse camisinha, mas tenho medo que ela me julgue. ”

Estética

abstract image of female genital organs from hands and pills. concept of women's health and the treatment of female diseases of the urinary tract
Estética da vagina. Foto: Getty

“Acho que não tem vaginas feias ou lindas, acho que são todas diferentes e que não deveria ter um padrão de beleza para isso. Não acho minha vagina bonita ou feia, mas estou aprendendo a amar cada parte do meu corpo. ”

“Minha vagina é muito gordinha, parece um pão fofo. E sempre tive vergonha, porque marca muito na roupa. Quando eu era adolescente, as pessoas nas ruas riam e faziam comentários, eu tinha até medo de ser assediada, principalmente quando estava sozinha."

“Amo o meu tchurubatchuba, mas odeio o fato de ser escuro e ter um clitóris um pouco grande, me sinto insatisfeita, só queria que ficasse mais claro, se fosse assim seria perfeito.”

A descoberta do prazer

“Eu poderia comparar a descoberta do prazer com comer sushi. Hoje é minha comida preferida, me divirto muito! Mas é um tipo de comida que a princípio não é tão fácil de saborear. Gera estranheza, até certo desgosto. A cada relacionamento que tive, aprendi a gostar mais.”

“Quando falamos sobre a vagina e tudo o que ela pode nos fornecer, sempre há algo novo para descobrir. É como todo um universo de coisas que não conhecemos... Outra coisa que pode acontecer é quando alguém faz algo com você e você acaba descobrindo que gosta. Acho que nos faz sentir vivas.”

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