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Pesquisa diz que mulheres com deficiência não se sentem representadas por marcas

Pesquisa mostra a importância da acessibilidade para o mercado brasileiro (Getty Image)
Pesquisa mostra a importância da acessibilidade para o mercado brasileiro (Getty Image)
  • Mulheres com deficiência não se sentem representadas, diz pesquisa;

  • Levantamento mostra a necessidade de adaptar ferramentas e lojas;

  • O Brasil tem 17,3 milhões de pessoas PCD.

Uma das principais ferramentas da publicidade é conquistar o público através da empatia e da identificação. No entanto, nem sempre as campanhas conseguem atingir a pluralidade de corpos que existe na sociedade.

Um exemplo disso são as mulheres com deficiência. Uma pesquisa conduzida pela Agência Bistrô, na plataforma de pesquisa MindMiners, mostra que esse público não se sente representado pelas campanhas desenvolvidas pelas agências brasileiras.

Atualmente, a população PCD movimenta R$ 22 bilhões no Brasil. São 17,3 milhões de pessoas que fazem parte dessa camada consumidora. E, mesmo assim, não recebe a devida atenção das companhias.

"Estamos falando de um universo de 17,3 milhões de pessoas com deficiência, sendo que 59% das mulheres não se sentem representadas pelas marcas. Ver empresas como a Dakota agindo e puxando um movimento que deveria estar mais presente no mercado, é maravilhoso", disse Bárbara Carrion, diretora de planejamento e conexões da Agência Bistrô, em entrevista ao site da Exame.

De acordo com o levantamento, 61% dessas mulheres acreditam que as marcas não oferecem produtos para mulheres com deficiência de uma forma eficaz. Além disso, 48% das pessoas que responderam disseram já deixaram de comprar em uma loja física por conta da falta de acessibilidade e, 17,82% disseram sentir falta de etiquetas ou sinalização em braile nas lojas físicas.

“As pessoas não ligam muito para as deficiências, nunca vi em lojas cartazes em braile. Ajudaria muito se tivesse em lojas”, afirmou uma das participantes com deficiência auditiva.

Não é só nas compras presenciais que esse público encontra dificuldades. Dados divulgados pelo Movimento Web para Todos e pela BigDataCorp, apenas 0,89% dos sites brasileiros são acessíveis.