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Pesquisa da Serasa mostrou que a maior parte das pessoas que perderam renda na crise recebiam até dois salários mínimos

A maior parte dos desempregados trabalhavam em pequenas e médias empresas. E um terço dos trabalhadores foram para a informalidade. 

Uma pesquisa da Serasa, em parceria com o instituto Split Second, sobre os impactos do novo coronavírus apontou dificuldades financeiras nas famílias brasileiras: 77% dos entrevistados acreditam que a renda pessoal já caiu ou vai cair com o passar dos dias, sendo que 54% tinham renda de até dois salários mínimos. 

Foram ouvidas 358 pessoas entre 18 e 74 anos (55% homens e 45% mulheres), de todas as regiões do Brasil, por meio de um sistema de neuromarketing que capta não apenas as intenções imediatas das pessoas, mas também suas intenções não explícitas. A sondagem foi online. A amostra é estatisticamente representativa de acordo com Jéssica Vicente da Serasa, pois o método utilizado já apresentaria respostas significativas a partir de 250 entrevistas, pois abrange pessoas economicamente ativas em geral. 

Os dados também mostraram que o desemprego aumentou cinco pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado, sendo 41% dos casos relacionados a epidemia. A maior parte dos desempregados trabalhavam em pequenas e médias empresas. Nesse cenário, um terço dos trabalhadores foram para a informalidade. 

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Para enfrentar a situação, uma parte das pessoas já está à procura de uma renda extra ou outro emprego, mas muitos também pensam em pegar um empréstimo pagar suas despesas.  

As prioridades de pagamento também mudaram nesta crise.  Segundo a pesquisa Serasa, o aluguel, que era a grande prioridade dos brasileiros passou a vir depois de alimentos e pagar o consumo de energia, gás, água e celular. E educação foi para o último.