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Pesquisa britânica descobre proteína chave para o ganho de massa muscular

·3 minuto de leitura

Procurando entender como os músculos humanos crescem, um novo estudo da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, parece desvendar parte deste mistério. A nova pesquisa, publicada na revista científica Biophysical Journal, sugere que o ganho de massa muscular está diretamente relacionado a uma proteína existente no corpo: a titina (TK).

Pode parecer estranho, mas a ciência ainda não compreende, por completo, os mecanismos que estão envolvidos no ganho de massa muscular. Por exemplo, por que os exercícios constroem músculos esqueléticos, enquanto longos períodos de imobilidade levam à atrofia muscular?

Claro, há uma grande quantidade de conhecimento empírico — construído através da observação e da experimentação — sobre este tópico, mas os mecanismos bioquímicos não são tão óbvios. Afinal, é muito difícil explicar como um músculo "sabe" que está sendo exercitado ou ainda como ele desencadeia uma resposta morfológica para o aumento de carga aplicada.

Proteína tinina é a chave para o crescimento muscular, segundo estudo britânico (Imagem: Reprodução/Rawpixel/Envato Elements)
Proteína tinina é a chave para o crescimento muscular, segundo estudo britânico (Imagem: Reprodução/Rawpixel/Envato Elements)

Como os músculos crescem?

Em geral, o aumento muscular é gerado pelo estresse. Em outras palavras, quando uma pessoa tensiona o corpo, ele reage ficando "mais forte". Só que esse estresse é apenas um termo genérico para abranger os complexos mecanismos envolvidos nesse processo. Os pesquisadores da Universidade de Cambridge descobriram, agora, pelo menos um dos principais sinais para o crescimento muscular. Este sinal vem de uma enorme proteína, a titina

A titina envolve os filamentos de miosina — aqueles responsáveis pela contração muscular — que compõem as fibras musculares individuais. Quando as fibras musculares se contraem, uma parte da titina fica exposta. Esse local recém-exposto está livre e poderá se ligar a outra molécula, o fosfato. No momento em que essa ligação ocorre, uma série de reações bioquímicas ocorre e "mensagens" são emitidas para sintetizar novas proteínas. Estas, por sua vez, irão ajudar na construção dos músculos.

Para simplificar, esta é a ideia: quanto mais tempo um músculo trabalha, mais provável é que as moléculas de titina fiquem expostas. Quanto mais tempo ficarem expostas, mais essas vias de sinalização de fortalecimento muscular poderão ser acionadas, já que, potencialmente, se conectarão com outras moléculas.

Quanto é preciso malhar para o músculo crescer?

Para ganhar músculos, não é necessário levantar a carga máxima (Imagem: Reprodução/Friends_stock/Envato Elements)
Para ganhar músculos, não é necessário levantar a carga máxima (Imagem: Reprodução/Friends_stock/Envato Elements)

Além de aprofundar nas descobertas desse mecanismo, os pesquisadores britânicos construíram um modelo matemático para prever o crescimento muscular. Para isso, acrescentaram ao modelo informações sobre: a titina; duração da repetição dos movimentos; metabolismo celular; e tempo de recuperação.

Segundo os autores, para alcançar um nível de crescimento muscular potencialmente ótimo, não é preciso exigir o máximo de seus músculos. “Embora existam dados experimentais mostrando crescimento muscular semelhante com cargas de até 30% da carga máxima, nosso modelo sugere que cargas de 70% [da carga máxima] são um método mais eficiente de estimular o crescimento”, explicou Eugene Terentjev, um dos autores do estudo. Além disso, ele observou que, com a carga muito alta, os músculos estavam exaustos demais para sinalizar o crescimento corretamente.

Para acessar o estudo completo, publicado por pesquisadores da Universidade de Cambridge , clique aqui.

Fonte: Canaltech

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