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Pesquisa brasileira detecta presença de microplásticos no pulmão humano

·2 minuto de leitura

O plástico é um dos materiais mais usados ​pela sociedade e parte significativa de resíduos desses polímeros não é reciclada, nem tem um destino correto após o uso. Quando descartado de forma inadequada, no processo de degradação, o plástico solta fragmentos submilimétricos, os chamados microplásticos. Essas partículas geram preocupações sobre os efeitos tanto no meio ambiente quanto nos organismos de humanos e animais. Agora, pesquisadores da Universidade de São Paulo (FM-USP) identificaram minúsculas partículas de plástico no pulmão humano.

No estudo publicado na revista Journal of Hazardous Materials, os pesquisadores analisaram amostras de 20 tecidos pulmonares, obtidas através de autópsia. Do total de análises, 13 delas continham resíduos de microplásticos. Segundo os pesquisadores, foi possível identificar a presença de partículas poliméricas menores do que 5,5 micrômetros (µm, a milésima parte do milímetro), além de fibras que variavam entre 8,12 µm e 16,8 µm. Nas amostras analisadas, os polímeros mais frequentemente encontrados foram o polietileno (conhecido como plástico comum, de saquinhos e filmes) e o polipropileno (usado em embalagens, sacolas, brinquedos e eletrônicos).

Pesquisa nacional encontra microplásticos no pulmão humano (Imagem: Reprodução/Lourenço et al., 2021/Journal of Hazardous Materials)
Pesquisa nacional encontra microplásticos no pulmão humano (Imagem: Reprodução/Lourenço et al., 2021/Journal of Hazardous Materials)

Os microplásticos foram quantificados e caracterizados pelos pesquisadores com auxílio de espectroscopia Raman. Trata-se de uma técnica fotônica, de alta resolução, que pode proporcionar, em poucos segundos, informação química e estrutural de quase qualquer material.

Consequências dos microplásticos nos pulmões

"Os microplásticos estão presentes no ar e podem ser inalados por humanos, mas ainda não se sabe se eles têm efeitos deletérios no sistema respiratório", escrevem os autores do estudo, no artigo. Agora, essa nova evidência deve abrir caminho para novas investigações na área. Inclusive, porque a contaminação dos pulmões ocorreu através da inalação dos microplásticos.

Em autópsia, cientistas encontram microplástico no pulmão (Imagem: Reprodução/FM-USP/Agência Fapesp)
Em autópsia, cientistas encontram microplástico no pulmão (Imagem: Reprodução/FM-USP/Agência Fapesp)

“O tema sobre microplásticos e saúde humana ainda é extremamente recente. Com os resultados, evidenciando que diferentes tipos de microplásticos chegam até o sistema respiratório humano, os pesquisadores poderão elucidar quais são os potenciais efeitos adversos desses compostos na saúde. Esse é justamente o próximo passo da nossa pesquisa na FM-USP”, explica o pesquisador do Departamento de Patologia da FM-USP, Luís Fernando Amato Lourenço, para a Assessoria de Comunicação da universidade.

Financiada pela FAPESP, a pesquisa pioneira foi desenvolvida por grupos do Instituto de Química e do Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP, em parceria com uma equipe da Faculdade de Medicina (FM-USP) coordenada pela professora Thais Mauad. Além disso, o projeto é parte do Programa São Paulo Researchers in International Collaboration (SPRINT) da FAPESP, em cooperação com a Universidade de Leiden, dos Países Baixos.

Para acessar o artigo completo sobre a presença de microplásticos no pulmão, publicado na revista científica Journal of Hazardous Materials, clique aqui.

Fonte: Canaltech

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