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Peso dos combustíveis na inflação ultrapassa 8%

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***ARQUIVO*** SÃO PAULO, , 05/05/2022, BRASIL - Veículos circulam perto de posto de combustíveis em São Paulo. (Rivaldo Gomes/Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO, , 05/05/2022, BRASIL - Veículos circulam perto de posto de combustíveis em São Paulo. (Rivaldo Gomes/Folhapress)

RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) - Após sucessivos reajustes de preços, o peso dos combustíveis para veículos no índice oficial de inflação do Brasil rompeu a faixa dos 8% em maio, apontam dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No mês passado, o item passou a responder por 8,13% do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Em abril, o percentual era de 7,96%.

O aumento sinaliza que os combustíveis vêm impactando mais as despesas dos brasileiros nos últimos meses.

Há dois anos, em maio de 2020, fase inicial da pandemia, o peso era consideravelmente mais baixo, de 5,41%. Em igual intervalo de 2021, a fatia estava em 6,84%.

GASOLINA SE APROXIMA DE 7%

No IPCA, o item dos combustíveis para veículos é formado por quatro subitens: gasolina, etanol, óleo diesel e gás veicular.

O maior peso individual, com folga, é o da gasolina, já que atinge diretamente o bolso dos motoristas.

Em maio deste ano, o subitem respondeu por 6,81% do IPCA. Há dois anos, em igual período de 2020, o percentual da gasolina era bem inferior, de 4,59%. A fatia estava em 5,82% no quinto mês do ano passado.

A gasolina também é o subitem com maior peso individual entre todos os 377 que compõem o IPCA.

O etanol, por sua vez, respondeu por 0,95% do IPCA em maio de 2022. Já a fatia do diesel foi de 0,29%, e a do gás veicular, de 0,08%.

O diesel costuma causar impactos indiretos sobre os consumidores finais de bens e serviços, porque é usado no transporte de mercadorias e passageiros.

Ou seja, quando sobe, acaba pressionando os custos dos fretes de produtos diversos, como os alimentos, e as passagens de ônibus.

CARESTIA É DOR DE CABEÇA PARA GOVERNO

O avanço dos combustíveis reflete a escalada do petróleo no mercado internacional, que ganhou força após o início da Guerra da Ucrânia, e a pressão cambial.

Os dois fatores são levados em consideração pela Petrobras na hora de definir os preços nas refinarias. Quando os valores avançam nas instalações da estatal, a tendência é de repasses ao longo da cadeia produtiva, até as bombas dos postos.

Com a proximidade das eleições, a escalada da inflação virou dor de cabeça para o presidente Jair Bolsonaro (PL).

A carestia de produtos como os combustíveis é vista por membros da campanha de Bolsonaro como principal obstáculo para reeleição.

Nesta quinta-feira (16), o presidente do conselho de administração da Petrobras, Marcio Weber, convocou o colegiado para uma reunião extraordinária para discutir os preços dos combustíveis.

O encontro vem em um horizonte no qual os valores da gasolina e, principalmente, do diesel estão bem abaixo das cotações internacionais.

Assim, há expectativa de novos reajustes por parte da Petrobras. No entanto, a estatal é pressionada para segurar aumentos enquanto o governo federal tenta aprovar um pacote de medidas para baixar os preços às vésperas das eleições.

PROPOSTAS EM DEBATE

Na quarta-feira (15), o Congresso concluiu a votação de projeto de lei que estabelece um teto para alíquotas do ICMS sobre os combustíveis.

Na próxima semana, os parlamentares devem debater a chamada PEC dos Combustíveis. A proposta autoriza o governo a zerar tributos federais sobre a gasolina e compensar estados que decidam reduzir o ICMS sobre o diesel e o gás de cozinha.

Analistas temem os impactos das medidas sobre as contas públicas. Já parte dos caminhoneiros, categoria contrária à política de preços da Petrobras, considera insuficiente a postura do governo para lidar com a inflação. Parte das entidades que representam os motoristas vem fazendo ameaças de greve diante dos preços elevados.

Na visão da Petrobras, valores dos combustíveis desalinhados com o mercado internacional podem causar desabastecimento no Brasil.

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