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Peso chileno entra para lista de líderes em vacinação

Valentina Fuentes e Aline Oyamada
·3 minuto de leitura

(Bloomberg) -- O repentino salto do peso chileno pode ter uma explicação fácil à primeira vista: a valorização dos preços do cobre.

E isso certamente é parte da história, mas há um fenômeno muito maior que sustenta o rali. A campanha de vacinação do governo ganha velocidade rapidamente, o que reforça expectativas de que a economia vai crescer no final do ano e as taxas de juros começarão a subir.

Em uma região abalada pelo impacto da pandemia e que avançou pouco na campanha de vacinação, o Chile é um caso atípico. Com 15 doses administradas a cada 100 pessoas, o país atingiu uma taxa várias vezes acima de seus pares latino-americanos mais próximos - Brasil e Costa Rica - e que só fica atrás de oito países no ritmo de vacinação, segundo o rastreador de vacinas da Bloomberg.

O governo tem diminuído restrições à mobilidade e aumentado os auxílios diretos aos mais pobres para ajudar a impulsionar o crescimento. Com isso, o Banco Santander e a Moody’s Investors Service elevaram as previsões de expansão neste ano para o ritmo mais rápido em uma década. O Chile é embalado pelo fenômeno global no qual operadores recompensam líderes dependendo do sucesso das campanhas de vacinação - como Israel, Reino Unido e EUA - com base na premissa de que derrotar o coronavírus é o primeiro passo para retomar o crescimento.

“O Chile tem conseguido se destacar muito do resto da região com um processo de vacinação mais rápido, que o fará sair da crise mais cedo, enquanto outros sofrem atrasos”, disse Alejandro Cuadrado, estrategista de câmbio do Banco Bilbao Vizcaya Argentaria, em Nova York.

O peso se valorizou 2% na semana passada, para 707,95 por dólar, em sua mais longa sequência de ganhos desde 2010. Muito do entusiasmo é impulsionado por apostas em taxas de juros mais altas, atraindo fluxos para o mercado de títulos local.

Traders de swaps agora precificam um aumento de 25 pontos-base para 0,75% já em agosto, seguido por mais 50 pontos-base nos próximos seis meses. Economistas são um pouco menos inclinados a apostar em aperto da política monetária no curto prazo: cinco entre os 12 pesquisados pela Bloomberg projetam aumento das taxas até o final do ano.

A meta do Chile é conseguir imunização coletiva contra a Covid-19 no primeiro semestre do ano, uma meta que está muito à frente de seus pares. O Brasil começou a imunização com atraso e, um mês depois, nove capitais já suspenderam as vacinações por falta de suprimentos. O México desacelerou a campanha em meio à pausa dos embarques, e a Colômbia começou a vacinar a população há alguns dias.

O Chile superou seus vizinhos na corrida de vacinação ao agir rápido para garantir o abastecimento de vários fornecedores e aproveitar o acesso antecipado à vacina da Sinovac e, por fim, assinando contratos para imunizantes suficientes para cobrir toda a população. O país também já tinha um método bem consolidado para a distribuição de vacinas.

O ritmo acelerado de vacinação levou empresas como a Moody’s e Santander a elevarem suas projeções de crescimento para este ano acima de 5,5%. Seria uma das taxas mais rápidas da América Latina, de acordo com pesquisas da Bloomberg.

Claro, existem riscos. Em algum momento, outros países da região provavelmente irão acelerar o ritmo de vacinação, reduzindo a vantagem do Chile. Analistas também esperam que as eleições presidenciais e parlamentares deste ano, bem como a reformulação da Constituição, pesem sobre a confiança dos investidores e a atividade econômica.

Caio Megale, economista-chefe da XP Investmentos, disse que, ao atingir imunidade coletiva, o Chile será uma das primeiras economias da região a se recuperar para os níveis pré-pandemia.

Megale destacou no relatório que a campanha de vacinação começou muito forte, acrescentando que o Chile será uma das economias de melhor desempenho da região em 2021.

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