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Pescadores britânicos se sentem 'traídos' por acordo pós-Brexit

·2 minuto de leitura
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, em Downing Street, centro de Londres

Um representante dos pescadores britânicos manifestou nesta segunda-feira (28) sentir-se "traído" depois do acordo comercial pós-Brexit entre o governo do Reino Unido e a União Europeia (UE), anunciado na véspera de Natal.

Andrew Locker, presidente da federação nacional de organizações de pescadores, declarou que estão em uma situação "pior" que antes.

"Estou furioso, decepcionado e me sinto traído. Boris Johnson nos prometeu os direitos [de pesca] sobre todas as espécies que nadam em nossa área econômica exclusiva e temos apenas uma fração", disse à BBC, denunciando a promessa não cumprida do primeiro-ministro de recuperar o controle absoluto das águas britânicas.

O acordo prevê um período de transição até junho de 2026, após o qual os pescadores europeus começarão a ceder progressivamente até 25% de suas pescas, porcentagem muito menor que a esperada pelos britânicos.

Este acordo entrará em vigor em 1o de janeiro de 2021, depois de endossado por ambas as partes.

"O que temos agora é apenas uma fração do que nos prometeram com o Brexit. Realmente, vamos ter sérias dificuldades este ano", acrescentou Locker.

Michael Gove, ministro encarregado de coordenar as atividades do governo britânico, afirmou que o Reino Unido se encontrará em uma "posição mais forte" do que quando pertencia à União Europeia.

"No marco da política comum de pesca, podíamos acessar apenas cerca de 50% dos peixes em nossas águas. Agora, aumentaremos este número significativamente e teremos para 2026 cerca de dois terços das pescas em nossas águas", declarou Gove nesta segunda-feira à BBC.

"Este processo progressivo nos fornece a oportunidade de aumentar o volume de nossa frota, de investir em nossas comunidades costeiras e, obviamente, mais adiante teremos a possibilidade de aumentar ainda mais esta cota de pesca", acrescentou.

No sábado, a primeira-ministra escocesa Nicola Sturgeon, líder dos independentistas do SNP, também acusou o governo conservador de Boris Johnson de ter "traído novamente os pescadores escoceses".

"As promessas que eles sabiam que não poderiam cumprir foram quebradas", tuitou Sturgeon.

pau/esp/age/pc/aa