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Peru vive seu momento mais crítico nos últimos 100 anos, diz presidente

·2 minuto de leitura

O novo presidente peruano, Francisco Sagasti, admitiu nesta quinta-feira (3) que seu país vive o momento mais crítico em um século, castigado por uma crise política, a recessão e uma devastadora pandemia que deixou mais de 36.000 mortes no país.

"Estamos no momento mais crítico dos últimos cem anos. É preciso responder com uma ampla gama de demandas legítimas em recursos limitados", disse Sagasti, durante teleconferência com a imprensa estrangeira credenciada no Peru.

O presidente viveu um sinal destes tempos perante a imprensa, quando um assessor o informou sobre a morte de um manifestante durante um protesto.

"Acabo de receber a informação, investigaremos o que aconteceu em Virú", disse a correspondentes estrangeiros um chocado Sagasti, que assumiu o cargo há 16 dias, em meio a uma crise política que levou o Peru a ter três presidentes em uma semana.

"Realmente é uma tragédia", acrescentou, ao confirmar a morte em Virú, 490 km ao norte de Lima, onde trabalhadores rurais bloqueavam a rodovia Pan-americana, a principal do país.

"Há um conjunto de insatisfações sociais que vão da exigência de uma nova Constituição a um aumento salarial. É uma gama muito ampla. Isto dificulta muito negociar com os envolvidos nestes protestos", acrescentou este político de centro ao traçar uma espécie de panorama social do país.

O protesto rural no norte se somou a outro iniciado por trabalhadores do mesmo setor ao sul, na região de Ica.

"Infelizmente, é possível que haja excessos" nos protestos. "Não descartamos que haja pessoas que estão criando uma situação de desânimo com atos de sabotagem à política de governo", afirmou.

"Há interesses políticos muito mais fortes", com uma campanha eleitoral no caminho, destacou. O Peru elegerá um novo presidente e Parlamento em abril de 2021.

"Requer-se o mínimo de estabilidade política" para os próximos meses, com vistas à transição para um novo governo em julho de 2021, disse o presidente.

"Assumimos que vamos ter um Congresso sensato", afirmou, em alusão ao Parlamento fragmentado, onde seu partido é minoritário.

O Peru atravessa uma crise institucional há cinco anos, marcada pelo confronto permanente entre o Congresso e o Executivo.

A pandemia provocou uma recessão e prevê-se uma queda do PIB de 12,5% este ano.

Com mais de 967.00 contágios e 36.000 mortes, o Peru é um dos países com maior taxa de mortalidade por milhão de habitantes pela covid-19.

ljc/dg/mvv