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Pernambucanas retorna ao Rio 20 anos depois

Divulgação

A Pernambucanas retornou às atividades no Rio de Janeiro depois de 20 anos. A primeira loja foi inaugurada no fim de abril, no município de Itaperuna. Até o fim do ano, a rede varejista deve abrir outras nove unidades, segundo afirmou ao Estado de S. Paulo o presidente da varejista, Sérgio Borriello. Haverá lojas no centro do Rio e também no bairro de Copacabana.

A marca, que chegou a ter mais de 700 lojas no Brasil, perdeu parte do domínio por conta de uma briga societária.

A empresa era formada originalmente por duas companhias: a Arthur Lundgren Tecidos, responsável pelas operações do Sul, Centro-Oeste e São Paulo e a Lundgren Irmãos Tecidos, sediada no Rio de Janeiro e que cuidava das lojas fluminenses e da operação no Nordeste. Por conta de brigas entre as famílias, a segunda empresa foi à falência em 1997. Com isso, a marca saiu do Rio de Janeiro.

Uma briga entre herdeiros da parte varejista que restou, a Arthur Lundgren Tecidos, levou a novos capítulos na história da empresa. Os herdeiros se envolveram numa disputa. De um lado a bisneta do fundador – Anita Harley, a maior acionista individual do negócio – e os sobrinhos, numa briga pelo direito relativo a 25% do negócio. Uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de 2017 favoreceu os sobrinhos.

Em 2018, a receita líquida da Pernambucanas cresceu 17,6%, totalizando R$ 4,2 bilhões, com lucro de R$ 549 milhões. Entre 2014 e 2017, a varejista chegou a perder 25% do faturamento.

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A meta da atual presidência é abrir cem lojas até 2021, incluindo 32 pontos de venda neste ano, para um total de 368. Além do Rio de Janeiro, a rede projeta inauguração de lojas no Espírito Santo.

Para especialistas, o momento do retorno à marca para o Rio de Janeiro é oportuno. Isso porque existe uma memória residual da marca.