Peritos acreditam que metano causou explosão na Pemex, mas desconhecem origem

Cidade do México, 7 fev (EFE).- Peritos independentes que investigam a explosão ocorrida na sede da Petróleos Mexicanos (Pemex) há uma semana afirmaram nesta quinta-feira que a causa mais provável foi uma "explosão acidental" por acúmulo de gás metano.

"Acreditamos fortemente que foi metano, não outro combustível", disse Brian Dunagen, vice-presidente de Integridade Operacional Global da empresa suíça SGS, em entrevista coletiva junto a diretores da Pemex.

O perito independente, especializado em detectar a "causa raiz" do incidente, explicou que o metano é um gás muito leve, inodoro, que, se alcança concentrações superiores a 5-10 %, pode produzir explosões facilmente com qualquer faísca.

Isso aparentemente foi o que aconteceu no edifício B2 da sede da Pemex na Cidade do México, um imóvel de 12 andares construído em 1968 no qual trabalhavam 1,8 mil pessoas da companhia petrolífera mexicana.

"As explosões de gás metano são muito comuns. Ocorrem em minas, na drenagem e especialmente em edifícios onde o gás se acumula. Esta parece que foi acidental e ainda estamos tentando determinar como foi que o gás entrou no edifício e se acumulou", comentou o analista.

Dunagen assinalou que os testes realizados até agora indicam que não houve fogo nem resíduos de combustão, logo após a destruição produzida por uma aparente concentração de gases que, no entanto, é "muito incomum" que ocorra em edifícios tão grandes como o da Pemex.

Em relação às condições atuais de segurança na sede da empresa, seu diretor corporativo de Operações, Carlos Murrieta, disse que "está totalmente coberta".

"Estamos seguindo todas as práticas e protocolos para que assim seja (...) Não estaríamos ali se não fosse seguro", garantiu. EFE

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